Bahia intensifica combate à dengue e lança nova campanha

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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As ações estaduais para controle e combate ao mosquito da dengue seguem de maneira intensa por toda a Bahia. Nesta segunda-feira (11/01/2010), o Governo do Estado lançou a campanha 2010 de combate à doença, em evento especial realizado na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem). Alinhada às ações publicitárias do Ministério da Saúde, iniciadas em dezembro do ano passado, a campanha estadual traz o tema Atitude. O melhor remédio contra a Dengue.

“É mais um apelo que fazemos para toda a população. Não há vacina contra a dengue, a vacina é justamente evitar a proliferação do mosquito e isso só é feito por meio do cuidado que empreendemos dentro de casa. Esse é o objetivo da campanha, conscientizar e mobilizar o cidadão”, afirmou o governador Jaques Wagner.

Na ocasião, foram apresentadas as peças publicitárias que compõem a campanha, com início previsto ainda neste mês. Todo o conteúdo – comerciais para TV, spots para rádio, jingles para carro de som, outdoor, cartazes e adesivos – buscam alertar a população sobre a importância de se tomar medidas para conter o avanço da doença.

De acordo com diretor de Comunicação da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), Edson Miranda, a ideia da campanha é trabalhar o sentido de rede colaborativa. “Fazer com que as pessoas se sintam parte de um sistema de conscientização que atinge o Brasil, a Bahia, os municípios e bairros”, pontuou.

Esta ação soma-se às já desenvolvidas pelo Estado no controle da dengue. Entre elas, a distribuição de 250 mil capas para reservatórios de água e a limpeza de canais em cidades com alto índice de infestação.

Governo e prefeituras vão selecionar Agentes de Combate a Endemias

Durante o evento, prefeitos de 98 municípios baianos assinaram termo de compromisso com o Governo para a realização de seleção pública, a cargo do Estado. O concurso visa a contratação de 2,5 mil Agentes de Combate a Endemias (ACE). A previsão para início e término da seleção e disponibilização da lista de classificados para contratação é janeiro a junho de 2010.

A seleção pública vai contribuir, sobretudo, para o processo de desprecarização dos vínculos de trabalho dos agentes. “Hoje, já estamos com mais de 98% de agentes comunitários e cerca de 60% de agentes de combate a endemias regularizados. Com esta seleção vamos chegar a quase 97% de agentes de endemias em situação regular”, enfatiza o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla.

Esta iniciativa de regularização é empreendida pelo Governo do Estado desde 2007, quando menos de 5% dos agentes comunitário de saúde e de combate de endemias tinham vínculos empregatícios normalizados.

Segundo a superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), Lorene Pinto, este processo de desprecarização resulta em menos infestação e casos de doença, já que os contratados deixam de ser trabalhadores temporários. “Serão profissionais efetivos e mais qualificados em campo, que é o foco principal do Programa de Controle”, ressalta.

Estima-se que mais de 100 mil candidatos concorram às vagas disponibilizadas. Os selecionados serão contratados pelas prefeituras para cumprir as tarefas que são de responsabilidade dos municípios no combate à dengue e a outras doenças endêmicas, como chagas e leishmaniose.

Prêmio Edno Batista Rebouças

Como forma de incentivar o profissional que atua no combate à dengue, Solla assinou a portaria que institui o prêmio Edno Batista Rebouças – em reconhecimento a um dos principais responsáveis pela erradicação da malária na Bahia.

A premiação consiste no pagamento no valor de um salário mínimo aos agentes comunitários de saúde e de combate de endemias dos municípios que mais reduzirem o índice de infestação do Aedes aegypti. A meta pactuada nacionalmente é de 1%.

“Isto é, a cada 100 domicílios, mais de um com foco do mosquito não poderá ser encontrado. Vale ressaltar que é impossível zerar este índice diante das condições climáticas em que vivemos”, explicou a titular da Superintendência de Vigilância Sanitária, Lorene Pinto.

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