Tentativa de suicídio de garoto em Feira, gera discussão na Câmara Municipal sobre o papel da família e da escola

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Adolescente de 14 anos tentou suicídio com um tiro na cabeça, na última segunda-feira, em Feira de Santana. Segundo divulgação feita pela mídia local o que motivou o jovem praticar este ato foi por ter o mesmo um mau desempenho na disciplina de Matemática. Na sessão de hoje (09), da Câmara Municipal, vários vereadores foram solidários aos familiares da vítima.  O fato desencadeou uma ampla discussão sobre o papel da família e da escola na formação dos jovens.

Na opinião do professor e vereador Marialvo Barreto (PT), muitos adolescentes passam por dificuldades porque há falhas na escola e na família.

 Para o educador a superpopulação das escolas dificulta o atendimento da direção para com o aluno. “Como é que a coordenação vai conhecer a vida individual do aluno se tem instituições de ensino que comportam até 5 mil estudantes, como é o caso do Colégio Assis Chateaubriand. Com esse contingente, não tem como acompanhar o aluno no seu dia a dia”, garante.

Outro questionamento feito por Marialvo é o fato de existir uma relação muito fraca hoje entre a escola e a família. “A família pouco participa da vida da escola e vice-versa, atitude também muitas vezes justificada pelo modelo de escola gigante que não consegue atender a demanda de maneira eficaz”.

No que tange a educação doméstica, o vereador declara: “Os pais têm que ter autoridades sobre os filhos. Pais que não têm decisão sobre as atitudes dos filhos estão cometendo um erro. Na família tem que ter diálogo, porém, a decisão final cabe aos pais”.

O vereador Roberto Tourinho (PSB) entrou na discussão, abordando o problema de reprovação nas escolas particulares. “Está se transformando em uma verdadeira indústria essa prática de reprovação de alunos. Cada recuperação, dependendo do colégio, custa em torno de 100 reais. Existem casos em que os jovens fazem mais de 5 recuperações. Isso por aluno representa um reforço considerável de caixa para os estabelecimentos de ensino”.

Segundo observa o vereador é que muito destes adolescentes são reprovados em 6, 7 e até 10 matérias. Pagam e terminam sendo aprovados. O curioso é que no ano inteiro não tiveram notas boas, mas, em apenas 15 dias – período da recuperação – o resultado final, na maioria das vezes, é positivo”.

A vereadora Gerusa Sampaio (PDT) declarou que o aluno que fica em recuperação em mais de 5 matérias não tem a mínima condição de ser aprovado, sobretudo, estudando apenas 15 dias. “O meu filho ficou em 5 recuperações e vai repetir o ano”.

Um caso bastante curioso foi a abordagem feita pelo   vereador David Neto (PMN), ele disse não concordar com o ponto de vista da vereadora Gerusa. E citou como exemplo o caso de seu filho, quando cursava o 2º grau, fez recuperação de 9 disciplinas e logo em seguida foi aprovado em 2º lugar no vestibular da Faculdade de Direito de João Pessoa.

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