Sobre Infecção Hospitaalr | Por Carlos Lima

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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E a Comissão Municipal de Controle de Infecção Hospitalar – CMCIH

Infecção Hospitalar é qualquer tipo de infecção adquirida após a entrada do paciente em um hospital ou após a sua alta, quando essa infecção estiver diretamente relacionada com a internação ou procedimento hospitalar, como, por exemplo, uma cirurgia.

Pesquisando sobre o assunto, encontramos que informações de que o diagnóstico de infecção hospitalar envolve o uso de alguns critérios técnicos, previamente estabelecidos: por exemplo:
Observação direta do paciente ou análise de seu prontuário.

Resultados de exames de laboratório.

Quando não houver evidência clínica ou laboratorial de infecção no momento da internação no hospital.

Convenciona-se infecção hospital toda manifestação clínica de infecção que se apresentar após 72 horas da admissão no hospital.

Também são convencionadas infecções hospitalares aquelas manifestadas antes de 72 horas da internação, quando associadas a procedimentos médicos realizados durante esse período.

Os pacientes transferidos de outro hospital são considerados portadores de infecção hospitalar do seu hospital de origem.

As infecções de recém-nascidos são hospitalares, com exceção das transmitidas pela placenta ou das associadas à rompimento da bolsa superior a 24 horas.

Minha curiosidade sobre a infecção hospitalar foi aguçada e também quis saber como se contrai a infecção? O que a pessoa sente? Como é tratada e quais as maneiras ou formas de prevenção?

Como se contrai Infecção hospitalar.

Qualquer pessoa que é obrigada a internar-se em ambiente hospitalar para tratamento médico está sujeita a contrair uma infecção hospitalar, que está diretamente relacionada ao tempo de internação e procedimento a ser realizado.

Em procedimentos cirúrgicos sempre existem mais riscos de contrair infecção do que em uma internação sem procedimentos. Em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) ou Centros Cirúrgicos há muito mais chances de contaminação.

O que a pessoa sente?

Os sintomas são relacionados ao local do procedimento ou em algum sistema, como respiratório ou urinário. No caso de pacientes graves a infecção hospitalar pode comprometer todo organismo.

Como é tratada?

Após o diagnóstico de infecção hospitalar, o tratamento é feito sempre com antibióticos injetáveis e por período de 14 a 30 dias.

Formas de prevenção?

A prevenção de infecções hospitalares em qualquer parte do mundo, depende muito mais da instituição hospitalar e de seus trabalhadores do que dos pacientes, uma vez que ninguém se interna com intenção de contrair doenças dentro do hospital.

Os cuidados para não ocorrer elevado número de infecções e sua prevenção e controle envolvem medidas de qualificação da assistência hospitalar, de vigilância sanitária e outras, tomadas no âmbito do município e estado.

A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana possui a Comissão Municipal de Controle de Infecção Hospitalar – CMCIH, criada em 14 de janeiro de 2004, pela portaria nº 001/04, com função específica de fiscalizar, orientar e contribuir diretamente na qualidade da assistência a saúde.

A CMCIH atua na fiscalização da rede de saúde credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS), desenvolvendo ações preventivas no controle das infecções. Até junho de 2004 essas ações eram realizadas pela 2ª Diretoria Regional de Saúde (2ª Dires), a partir dessa data a Prefeitura de Feira de Santana assumiu as ações oficialmente, cadastrando as unidades e as empresas prestadoras de serviço de saúde, pelo SUS, iniciando o trabalho de diagnóstico do controle de infecção hospitalar do Município.

Entre os trabalhos que devem (deveriam) ser realizados pela Comissão destacam-se os relatórios mensais; reuniões com controladores de infecção hospitalar; avaliação do Serviço de Saúde conveniado com o SUS; inspeções e vistorias sanitárias sistemáticas aos serviços de saúde; ações educativas individuais e coletivas; monitoramento das CIH dos hospitais; treinamento técnico em prevenção e controle de infecção hospitalar, inclusive para as equipes do SAMU 192; diagnóstico do perfil dos serviços da rede municipal de saúde; investigação de denúncias recebidas sobre a assistência à saúde no Município, além das pré-vistorias para avaliação de plantas físicas dos serviços de saúde requisitados.

Tive a grata satisfação de participar da implantação dessa Comissão Municipal de Controle de Inspeção Hospitalar, inclusive fazendo a primeira matéria sobre suas atividades. A comissão era presidida por Ana Souza Lima Moraes.

No início desse ano, mais precisamente no mês de março, estive na Secretaria de Saúde tentando um contato com a Comissão e não foi possível. Inicialmente ninguém sabia onde funcionava ou se existia. Esse fato foi denunciado no programa Jornal da Povo. Foi denunciado também o péssimo atendimento dado à pessoa (repórter) que solicitava informações sobre a CMCIH.

A denúncia da falta de controle de micoorganismos no HGCA e altos riscos de infecção hospitalar na UTI de adultos do mesmo hospital também envolvem a Secretaria Municipal de Saúde.

A Comissão não poderia desconhecer essa situação, se tinha pleno conhecimento, não tomou nenhuma medida, é tão responsável pelos resultados quanto à direção do hospital. A Comissão é responsável pela fiscalização, por manter reuniões mensais com os controladores de infecção Hospitalar das unidades de saúde que prestação serviço pelo SUS.

Finalmente, o que tem feito essa comissão, se é que ainda existe? Como a Secretaria de Saúde tem atuando nessa área? Como se justifica essa situação do HGCA, desde o mês de julho. Conheço uma jovem que estava internada na UTI do HGCA e no final do mês de agosto, a família foi aconselhada a transferir para outro hospital porque poderia contrair infecção hospitalar, outros pacientes já teriam sido infectados. Nós falamos sobre esse problema em nosso programa.

Deixamos apenas uma pergunta para o secretário de Saúde. Quais as prioridades da Secretaria Municipal  de Saúde e o que anda fazendo a CMCIH?

*Por Carlos Antonio de Lima, brasileiro, natural de Caruaru, Estado de Pernambuco, nasceu no dia 22 de dezembro de 1951. Jornalista e radialista. Atualmente Tesoureiro da Academia Feirense de Letras, membro do MCC – Movimento do Cursilho de Cristandade da Arquidiocese de Feira de Santana, âncora do programa jornalístico Jornal da Povo, da Rádio Povo, emissora que pertence ao Sistema Pazzi de Comunicação e chefe de Redação e Divulgação da Secretaria Municipal de Comunicação Social.

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