Imigração ilegal não tira emprego dos americanos, aponta estudo

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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Professor de economia da Universidade de San Diego diz que os imigrantes indocumentados tem um efeito neutro sobre a economia do país.
Um estudo patrocinado pelo Instituto de Política Migratória (MPI, em inglês), revela que a imigração ilegal influencia muito pouco a economia americana. Segundo o documento, entre as áreas mais impactadas pelo trabalho dos imigrantes indocumentados está a construção e a limpeza.

O autor do relatório é Gordon H. Hanson, professor de economia da Universidade da Califórnia-São Diego. Segundo o documento, os imigrantes indocumentados ocupam uma pequena parte da força de trabalho do país, o que equivale a somente 5%. Ainda segundo o documento, a influência dos imigrantes indocumentados na economia é baixa, por se tratar de trabalhadores sem qualificação e que trabalham por salários mais baixos do que outros trabalhadores.

“O destino da economia americana não está apoiado no que fazemos sobre a imigração ilegal”, disse Hanson.

O estudo diz ainda que os imigrantes indocumentados contribuem com somente 0,03% do produto interno bruto (PIB), o que renderia dinheiro para os empregadores que economizam dinheiro à custa da contratação de mão de obra barata. O custo destes imigrantes para a economia, ainda conforme o documento, seria de 0,10% do PIB, provindo em sua grande maioria da educação pública e do financiamento público para a saúde.

Segundo o professor Hanson, isto significa que os imigrantes indocumentados tem um efeito essencialmente neutro sobre a economia, ou seja, resulta num impacto líquido negativo de 0,07% do PIB. De acordo com o analista político sênior do MIP, Marc Rosenblum, o relatório não inclui os gastos e o espírito empreendedor dos imigrantes como fatores essenciais de contribuição para a economia.

Os setores de trabalho onde os imigrantes indocumentados tem um impacto fundamental está na mão de obra específica e em trabalhos que não exigem especialização, tais como a agricultura, construção, hotelaria e serviços de limpeza. De acordo com o professor Hanson, a porcentagem de trabalhadores nativos nestes setores caiu de forma vertiginosa.

Soluções para os resultados econômicos

Nos últimos 50 anos, o nível de escolaridade da população adulta dos Estados Unidos se elevou de maneira drástica. Em 1960, 50% dos adultos em idade ativa não tinham um diploma de ensino médio, e atualmente este número está em 8%. Isto significa que a mão de obra sem qualificação caiu entre os americanos, mas os empregadores continuam a exigir trabalhadores não qualificados. De acordo com o relatório, o fato dá margem para que os imigrantes indocumentados peguem estes empregos a um custo baixo.

Atualmente, os imigrantes indocumentados constituem 20% da população adulta em idade ativa no país, que não tem um diploma de segundo grau. Segundo Rosenblum, o fluxo de imigrantes ilegais é um dos fatores que mantém os baixos salários estagnados, o que faz com que os maiores perdedores sejam os trabalhadores com baixos salários. Estão incluídos neste grupo os americanos e os estrangeiros, os quais competem com os imigrantes indocumentados.

Enquanto isso, os lucros dos empregadores se elevam, pois tem empresas mais produtivas e custos trabalhistas mais baixos.
O MPI propõe a emissão de mais vistos e canais legais para os trabalhadores não qualificados entrarem no país, como forma de solução para o desequilíbrio. Atualmente é necessário ter o cobiçado green card ou um visto de trabalho temporário.

“Precisamos na realidade abordar o controle da imigração aumentando o cumprimento das leis e criando mecanismos de legalização, os quais irão controlar a população não autorizada e melhorar os resultados econômicos que ganhamos da imigração”, disse Rosenblum.

*Com informação da Comunidade News.

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