Deputado ACM Neto (DEM) reescreve a história do Brasil | Por Oldack Miranda

Deputado ACM Neto discursando no plenário da Câmara Federal.
Deputado ACM Neto discursando no plenário da Câmara Federal.
Deputado ACM Neto discursando no plenário da Câmara Federal.
Deputado ACM Neto discursando no plenário da Câmara Federal.

Para se defender das críticas do jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, no artigo “Como nasce um coronel”, o deputado federal ACM Neto (DEM) não vacilou em reescrever a história do Brasil, em carta publicada terça-feira (15/12/2009).

“Meu avô, Antônio Carlos Magalhães, rompeu com as oligarquias, modernizou a Bahia e foi fundamental para a democratização do país, enfrentando os militares e ficando ao lado de Tancredo Neves”.

ACM não rompeu com as oligarquias. Ele traiu seu padrinho político, Juracy Magalhães, passou-lhe a perna e tomou o lugar dele criando um coronelismo urbano. Se modernizou a Bahia esqueceu de dizer isso aos baianos, porque depois de 40 anos de autoritarismo político, deixou um estado atrasado, péssima educação, campeão de analfabetismo, pior sistema de saúde pública. A menos que modernizar signifique construir um centro administrativo a preços zzzzilionários. Antes da jogada oportunista de aderir à democratização, quando a ditadura estava no fim, é preciso lembrar que ACM participou do golpe militar, dele foi beneficiário, prefeito e governador sem voto indicado pelos generais. Ah! E ninguém sabe de onde veio o dinheiro para montar a Rede Bahia e seu complexo de comunicação, que, aliás, ACM Neto é herdeiro.

“O colunista se esqueceu de citar o papel combativo que eu e meu partido tivemos no caso do “mensalão” do PT”.

Papel combativo que nada. O deputado ACM Neto ficava histérico por uma câmara de TV. Queria apenas aparecer. Não foi ali que o baixinho disse que ia dar uns tabefes no presidente Lula? Na verdade, aproveitava-se do cenário para difamar o PT.

“O DEM foi ágil no caso do governador Arruda. Abrimos processo de expulsão, demos direito à defesa e, se o governador não se desfiliasse, seria expulso”.

ACM Neto deve achar que o jornalista Fernando Rodrigues é muito burro. Ou está escrevendo para a arquibancada do circo. O PT expulsou quem tinha que expulsar. Uns saíram por conta própria e outros nada tinham a ver com as acusações do pilantrão Roberto Jefferson. O governador Arruda, do DEM, na verdade, saiu do DEM para tentar ficar no poder. Perde o dedo para não perder a mão de contar dinheiro. Isso é a cara do DEM. Aliás, o avô dele ensinou o caminho. No escândalo do painel do Senado, ACM renunciou para não ser cassado, e depois voltou eleito pelo curral eleitoral da Bahia, berço do coronelismo carlista.

Redação do Jornal Grande Bahia
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