Com Brasil Under My Skin, artista mostrou a força do Brasil

Artista produziu obras especialmente para a Bienal

O artista Duda Penteado com a sua obra “Brasil Under My Skin”, ao fundo.
A Bienal Internacional de Florença, Itália, realizada de 5 a 13 de dezembro de 2009, ganhou um brilho todo especial com a presença de um brasileiro. Com a obra “Brasil Under My Skin” (Brasil Dentro da Minha Pele), Duda Penteado mostra a valorização de nossa cultura e lembra o momento atual do Brasil, como grande potência econômica.

Produzida especialmente para a exposição, a obra traz o questionamento tradicional do artista. Duda exibiu o quadro com extremo orgulho em Florença, considerada o berço do Renascimento italiano e cenário de obras dos famosos Leonardo da Vinci e Michelangelo.

Indicado pelo júri internacional formado por curadores, dois deles brasileiros, Duda marcou presença com cerca de 15 conterrâneos. Segundo ele, o quadro selecionado representa a identidade global do brasileiro. “O Brasil tem uma miscigenação fantástica”, disse, complementando que a mistura de culturas é uma característica também forte dos Estados Unidos.

A obra mostra as raízes de uma árvore dentro da água corrente. A idéia é mostrar que as árvores demoram a crescer e se fortificam, simbolizando o Brasil dentro do contexto mundial. A pele de tigre em um monte mostra a identidade. “Quem é o brasileiro”. Duda lembrou ainda a cultura afro, a qual virou parte da miscigenação brasileira com a chegada dos escravos.

Duda explicou que esta pintura é a busca de um algo novo, de um caminhar para o mundo globalizado. “O artista só pode ser cidadão mundial se entender a sua raiz própria, nem podemos perdê-la”. Na opinião dele, coisas simples como nosso tradicional feijão com arroz e a coxinha fazem parte da identidade brasileira.

Obtendo respostas através da arte

A pintura pergunta qual o papel do Brasil na virada do milênio. Visto como uma potência econômica no momento atual, o país sempre foi, segundo Duda, uma referência na área cultural. “O Brasil tem uma balada mágica, com a música, a cor, o povo”. Alguns estrangeiros lembram famosos como Pelé, Nelson Piquet, o samba e a paixão nacional, o futebol, quando alguém diz que é brasileiro. “Agora temos esta referência de potência”.

Paralelo ao sucesso conquistado com o quadro da bienal, Duda comemora o prêmio recebido na Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, antes de participar da exposição. Ele agora se prepara para dois grandes projetos no Brasil, mais especificamente na capital paulistana.

O “Beauty for Ashes” estará no SESC de Pinheiros nos meses de agosto e setembro, e o gigantesco “Mural da Paz”, com o qual Duda conquistou um prêmio no Brooklyn, vai para a Praça do Povo. No Brasil ele será montado todo em azulejo e ficará permanentemente no local. Para este projeto específico que inclui workshops e trabalhos em estúdio, Duda passará praticamente o ano inteiro de 2010 no Brasil, para onde segue em março próximo.

Para onde quer que vá, o artista leva junto o questionamento, o qual carrega o valor maior da arte. “Ao invés de dar uma resposta simples, se faz a pergunta. A arte incentiva o diálogo e a reflexão”. Segundo ele, a arte permite uma pausa no mundo moderno, onde um simples teclado de computador leva a um mundo de descobertas. “O artista pode fazer isto”.

*Com informação de Comunidade News.

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