Bahia tem potencial elevado para energia eólica

Interior da turbina de aerogerador eólico. Mercado baiano para o setor eólico é promissor.
Interior da turbina de aerogerador eólico. Mercado baiano para o setor eólico é promissor.
Interior da turbina de aerogerador eólico. Mercado baiano para o setor eólico é promissor.
Interior da turbina de aerogerador eólico. Mercado baiano para o setor eólico é promissor.

O potencial eólico baiano, para produção de energia através dos ventos, bem como as ações e estratégias para atração e consolidação do mercado de aerogeradores no estado, foram debatidos durante o Primeiro Fórum Baiano de Energia Eólica, realizado nesta terça-feira (1º/12/2009) em Salvador. O evento foi Promovido pela Sowitec Group, empresa cuja principal atividade é a produção de energia renovável, em parceria com o Governo da Bahia.

De acordo com o diretor de Planejamento Econômico da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan), Roberto Fortuna, o investimento em energia renovável é fundamental para o desenvolvimento sustentável. “O Governo tem apostado na diversificação da matriz energética e na ampliação da participação da energia renovável. Neste sentido, a Seplan deu um parecer, no início do mês de novembro, favorável à implantação do Parque Eólico de Sobradinho”, declarou.

A inserção da energia eólica na matriz energética da Bahia e a sua importância no desenvolvimento econômico do estado, as necessidades básicas de infraestrutura para implantação de um projeto eólico, além do meio ambiente e as questões fundiárias foram alguns dos principais temas abordados durante o evento.

Segundo o Presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Lauro Fiúza, o estado da Bahia tem potencial de gerar 14 GW de energia elétrica por ano, através de aerogeradores, utilizando torres de 75 metros de altura, o que significa dizer que esse potencial pode ser ampliado se forem utilizadas torres mais altas. Ainda segundo Fiúza, a energia eólica é a mais barata forma de energia complementar renovável e a região nordeste tem o maior potencial do país para produção deste tipo de energia.

De acordo com dados da Abeólica, a participação da energia eólica na oferta de eletricidade no Brasil deverá alcançar 1% em 2030, contra os 0,2% de 2005, ano que teve geração inferior a 100 megawatts (MW). A projeção, hoje considerada conservadora pelos especialistas, consta da publicação Matriz Energética Nacional 2030, baseada no Plano Nacional de Energia 2030, do Ministério de Minas e Energia.

De acordo com o estudo, entre 2005 e 2030 a capacidade instalada das centrais movidas a vento deverá alcançar 4.682 MW. Só para o leilão do dia 14 de dezembro, os projetos habilitados totalizam mais de 10 mil MW.

Leilão

Será realizado no próximo dia 14 o primeiro leilão brasileiro para compra de energia eólica. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 339 projetos de geração eólica, com capacidade total de 10.005 megawatts (MW), disputam o direito de fornecer energia ao país por um período de 20 anos. O preço inicial será de R$ 189 por MWh e vencerá quem oferecer o maior desconto nesta tarifa. O objetivo do leilão é compor a reserva do sistema elétrico nacional.

No total, 36 projetos da Bahia, com a oferta de 1.004 MW, foram habilitados para participar do leilão. Os destaques foram os estados do Ceará e Rio Grande do Norte, com 108 e 105 projetos habilitados respectivamente.

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