A má qualidade da saúde ofertada pelo governo municipal de Feira de Santana faz com que o prefeito crie plano de saúde para servidores em 2010

Para Tarcízio Pimenta o povo tem que o usar o SUS, enquanto os funcionários públicos municipais terão acesso a saúde privada. Sociedade permanece divida e distante do ideal de igualdade social. Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | jornal Feira Hoje. Com. br
Para Tarcízio Pimenta o povo tem que o usar o SUS, enquanto os funcionários públicos municipais terão acesso a saúde privada. Sociedade permanece divida e distante do ideal de igualdade social. Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | jornal Feira Hoje. Com. br
Para Tarcízio Pimenta o povo tem que o usar o SUS, enquanto os funcionários públicos municipais terão acesso a saúde privada. Sociedade permanece divida e distante do ideal de igualdade social. Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | jornal Feira Hoje. Com. br
Para Tarcízio Pimenta o povo tem que o usar o SUS, enquanto os funcionários públicos municipais terão acesso a saúde privada. Sociedade permanece divida e distante do ideal de igualdade social. Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | jornal Feira Hoje. Com. br

Saúde Plena em Feira de Santana é uma quimera. Prefeito Tarcízio Pimenta, planeja saúde privada para funcionários da prefeitura. Enquanto cidadão que paga impostos, deve contentar-se com o SUS (Sistema Único de Saúde).

Com a aproximação do Natal associado ao ano eleitoral os políticos trabalham na elaboração de um “saco de bondades” para agradar a alguns segmentos, nem sempre menos favorecidos da sociedade. É óbvio que toda esta generosidade é realizada com os recursos públicos. Um político que está se especializando nesta prática em Feira, é o alcaide do Democratas Tarcízio Pimenta.

Durante entrevista concedida em um programa radiofônico local o prefeito, Pimenta, habilmente jogou para a platéia ao anunciar a contratação de plano de saúde para os funcionários públicos municipais. O benefício, segundo ele, será viabilizado em 2010. “É muito importante para o servidor, pois se trata de área prioritária”, disse.

Ao tentar adotar esta prática, ele atesta a má qualidade da saúde pública dispensada ao município e o que é mais constrangedor, em sua própria gestão administrativa. Este ato onera as finanças públicas e adota uma modelo excludente que já existiu anteriormente e não deu certo. O que o governo municipal tenta adotar é o mesmo modelo utilizado pelo governo estadual e pela União, onde o recurso público financia um plano de saúde especial para funcionários e políticos, enquanto o cidadão comum se quiser ter este privilégio tem que arcar com recursos próprios.

Este modelo é anti-republicano e contribui para a criação de verdadeiras castas. Principalmente agora em que a saúde pública foi municipalizada. Esta prática fere frontalmente os direitos básicos do cidadão que segundo determina a constituição brasileira, todos são iguais perante a lei. O que fica mais difícil entender tais privilégios.

Com a aproximação do Natal associado ao ano eleitoral os políticos trabalham na elaboração de um “saco de bondades” para agradar a alguns segmentos, nem sempre menos favorecidos da sociedade. É óbvio que toda esta generosidade é realizada com os recursos públicos. Um político que está se especializando nesta prática em Feira, é o alcaide do Democratas Tarcízio Pimenta.

Durante entrevista concedida em um programa radiofônico local o prefeito, Pimenta, habilmente jogou para a platéia ao anunciar a contratação de plano de saúde para os funcionários públicos municipais. O benefício, segundo ele, será viabilizado em 2010. “É muito importante para o servidor, pois se trata de área prioritária”, disse.

Ao tentar adotar esta prática, ele astesta a má qualidade da saúde pública dispensada ao município e o que é mais constrangedor, em sua própria gestão administrativa. Este ato onera as finanças públicas e adota uma modelo excludente que já existiu anteriormente e não deu certo. O que o governo municipal tenta adotar é o mesmo modelo utilizado pelo governo estadual e pela União, onde o recurso público financia um plano de saúde especial para funcionários e políticos, enquanto o cidadão comum se quiser ter este privilégio tem que arcar com recursos próprios.

Este modelo é anti-republicano e contribui para a criação de verdadeiras castas. Principalmente agora em que a saúde pública foi municipalizada. Esta prática fere frontalmente os direitos básicos do cidadão que segundo determina a constituição brasileira, todos são iguais perante a lei. O que fica mais difícil entender tais privilégios.

Sobre Carlos Augusto 9459 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).