Tesouro: relação dívida pública/PIB ajudou a atravessar crise

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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O perfil da dívida pública brasileira dominou os debates durante a reunião da CPI da Dívida Pública realizada nesta quarta-feira com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Hugo Augustín Filho. O secretário apresentou a evolução da relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB) e afirmou que ela deu condições ao País de atravessar bem a crise financeira internacional.

Para o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), porém, a dívida brasileira serve para aumentar rendimentos e não para estimular a produção e a criação de emprego e riqueza.

O secretário afirmou que em 2003 a dívida significava 53,53% do PIB. No final de 2008, 38,8%. Isso significa que o País tem dinheiro para pagar três vezes a dívida externa e, somando-se dívida externa e interna, ainda se chegará a um valor inferior às reservas.

Essa evolução, explicou, se deu em razão de uma política de substituição de dívidas de curto por outras de longo prazo e juros menores, substituição de títulos remunerados pelataxa Selic, mais instável, por prefixados. Hoje, afirmou o prazo médio de vencimento dos títulos é de 3,6 anos.

Isso significou, explicou o secretário, a melhoria da classificação de risco do País. Ele afirmou também que em função da melhoria de gestão, o País pode definir sua política monetária sem pressão fiscal.

Fundos de investimentos

Augustín informou que os fundos de investimentos têm a maior parte da dívida, 49,99%. São seguidos pelos bancos nacionais, 27%, e bancos estrangeiros, 6%. Entidades de previdência têm 6,3% e pessoas jurídicas nacionais e estrangeiras e pessoas físicas têm participação menor.

Pequena parte desses credores do Brasil participam comprando diretamente do Tesouro online, linha aberta para que o pequeno investidor possa participar sem intermediação das instituições bancárias.

O deputado Ivan Valente (PSol-SP) afirmou que já solicitou informações acerca de quem são esses fundos que detêm praticamente metade da dívida brasileira. Para ele, é importante saber quem tem tamanho poder.

O presidente da CPI, deputado Virgilio Guimarães (PT-MG) afirmou que a comissão vai solicitar essas informações e tem o poder até mesmo de quebrar o sigilo sobre os investidores, se for o caso.

Continua:

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*Com informações da Agência Câmara

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