SEAGRI incentiva cultivo do guaraná, com relevante programa de investimentos

Jaques Wagner: grande parte da população do nosso Estado vive em pequenas propriedades e precisa do nosso apoio.
Jaques Wagner: grande parte da população do nosso Estado vive em pequenas propriedades e precisa do nosso apoio.
Jaques Wagner: grande parte da população do nosso Estado vive em pequenas propriedades e precisa do nosso apoio.
Jaques Wagner: grande parte da população do nosso Estado vive em pequenas propriedades e precisa do nosso apoio.

“Vamos investir forte no futuro do nosso guaraná. Não é justo trabalharmos tanto e exportar por outro estado”, disse o secretário da Agricultura Irrigação e Reforma Agrária, Seagri, Roberto Muniz, ao participar, nesta quarta-feira (25/11/2009), junto com o governador Jaques Wagner, em Taperoá, do Dia de Campo sobre o Guaraná. O secretário lembrou que “todo mundo pensa que o guaraná é da Amazônia, mas a Bahia é o maior produtor, com mais de 6 mil hectares plantados”. O dia de campo, realizado no Projeto Onça, a 18 quilômetros da sede do município, reuniu quase três mil agricultores, que participaram de oficinas de adensamento, adubação, poda, colheita, secagem, beneficiamento e comercialização, abrangendo todos os ciclos da cadeia do guaraná.

Coordenado pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, (EBDA), o dia de campo foi uma das ações que estão sendo desenvolvidas para revitalizar a cultura do guaraná no Estado da Bahia, demonstrando o uso de tecnologias que contribuem para a melhoria da produção e a possibilidade de sustentabilidade econômica das unidades familiares.

O governador Jaques Wagner destacou a importância da agricultura familiar e destacou as ações realizadas pela Seagri para fortalecer esse segmento no Estado. “Grande parte da população do nosso Estado vive em pequenas propriedades e precisa do nosso apoio”, disse o governador. Durante a programação foram entregues 298 títulos de terra e iniciada a doação a agricultores familiares de Taperoá 40 tanques-rede, 80 mil alevinos e 40 mil mudas de seringa.

Cerca de três mil agricultores familiares tiveram a oportunidade de conhecer as tecnologias apresentadas pela EBDA nas estações que retratavam as práticas de cultivo, que vão desde o preparo do solo, formação de mudas, plantio até a colheita e beneficiamento. O primeiro stand serviu para a realização de apresentações sobre adensamento, que é a melhor forma de distribuição das plantas numa área já plantada. O segundo stand foi destinado à adubação tradicional e orgânica; a terceira estação ao tipo de podas; o quarto stand à colheita e pós colheita, e o último abordou o beneficiamento.

Para o presidente da EBDA, Emerson Leal, o Dia de Campo proporciona aos agricultores familiares o acesso prático às tecnologias desenvolvidas para a cultura do guaraná, e ainda desperta para a reflexão e a iniciativa prática para transição agroecológica em suas unidades produtivas. “A importância dessa ação é quanto à conscientização dos agricultores familiares que desejem fazer a transição de sua propriedade, para o plantio de guaraná, de forma orgânica, e ratificar a viabilidade econômica da cultura para aqueles que já produzem a fruta, além de os municiar com conhecimentos práticos de todo o processo”, explicou.

Produção 

O guaraná é cultivado principalmente na região da Costa do Dendê, no Baixo Sul do Estado, numa área superior a 6 mil hectares, e emprega mais de 3.500 produtores familiares, distribuídos em mais de 2.500  pequenas propriedades rurais, com produção superior a 3.000 toneladas de grãos por ano.

Segundo o diretor de agricultura da EBDA, Hugo Pereira, o Guaraná se destaca por sua importância econômica e social, já que é uma expressiva fonte de renda para os produtores. O segmento, com apoio da Seagri, vêm travando uma batalha para garantia do preço mínimo da cultura no estado. A EBDA tem disponibilizado aos agricultores familiares suas experiências exitosas no campo da pesquisa e extensão.

“Algumas ações mais pontuais já estão acontecendo, como as propostas de intervenções alternativas para fechar a cadeia produtiva do guaraná, a criação do Sistema de Produção da cultura do Guaraná para o estado da Bahia, construção de pequenas unidades de beneficiamento para torragem do Guaraná(Argüida de Barro), e a operacionalização da Fabrica do Guaraná da Agricultura Familiar” Concluiu o diretor.

No que tange as ações políticas a Seagri juntamente com a EBDA tem buscado a  garantia de preço mínimo do produto, treinamento de classificador para garantia do preço mínimo da cultura e a criação do Protocolo do Guaraná para o Estado da Bahia.

A forma de beneficiamento, empírica, vem sendo modificada com a torragem em aguidá de barro, o que eleva o preço do produto, visto que o guaraná seco ao sol não tem valor comercial e é impróprio para o consumo humano devido à presença de aflatoxina (substâncias tóxicas).

Inúmeras atividades vêm sendo executadas para fechar a cadeia produtiva do Guaraná  Orgânico da Bahia, entretanto, a nossa produção de Guaraná  não possui,ainda, o devido reconhecimento e valorização como Guaraná da Bahia, pois boa parte do produto sai como guaraná produzido em outros estados da federação tornando nossa produção irreconhecível no mercado nacional e internacional.

Ações da Bahia Pesca são amplas no Baixo Sul 

Além de Taperoá, beneficiado com a entrega de 40 tanques-rede para alevinagem  (criação e engorda de peixes), e a distribuição de 80 mil alevinos, a  Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Seagri, através da Bahia Pesca, também tem programa ações nos municípios de Valença, Laje, Camamu, Igrapiúna, Ituberá e Nilo Peçanha. Esses programas vão desde o peixamento de aguadas públicas, à implantação de projetos de piscicultura com o uso de tanques-rede e a ampliação do cultivo de ostras.

Para atender a essas demandas, A Bahia Pesca mantém em atividade sete estações de piscicultura – Joanes, Pedra do cavalo, Jequié, Boa Vista do Tupim, Itamaraju, Cipó e Porto Novo (Santana) – onde são criados, principalmente, alevinos dos espécimes tilápias, carpas, tambaquis e tambacus.

Das sete estações mantidas pela Bahia pesca, a de maior produção é a de Boa Vista do Tupim, no município do mesmo nome, com uma estimativa de chegar ao final deste ano com uma produção de dois milhões de alevinos. Em seguida vêm as de Pedra do Cavalo, no município de Cachoeira (1,7 milhão), Joanes, em Camaçari  (1,45 milhão), Jequié (um milhão), Itamaraju (650 mil), Cipó (310 mil) e Porto Novo, no município de Santana, cujas reformas ainda não foram concluídas.

O programa de povoamento em aguadas públicas já beneficiou este ano mais de 10 mil famílias, em 57 municípios, principalmente na região do Semi-Árido. Através de entidades e associações, a Bahia Pesca fornece os alevinos e dá capacitação pára os pequenos produtores rurais, que após o período de alevinagem, fazem a engorda dos peixes com rações balanceadas. Ao fim do período que varia de seis a oito meses, os peixes podem ser capturados para consumo e comercialização.

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