Presidente da Petrobras responde a denúncia de irregularidades na construção de refinaria Abreu e Lima

José Sérgio Gabrielli de Azevedo, presidente da Petrobras.
José Sérgio Gabrielli de Azevedo, presidente da Petrobras.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, disse considerar um equívoco dos auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) o diagnóstico de superfaturamento nos contratos de terraplanagem para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Ele participou de audiência pública, nesta terça-feira (24/11/2009), na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) para prestar informações aos parlamentares sobre a construção da refinaria.

No início do ano o TCU apontou 12 indícios de irregularidades na primeira fase da obra da refinaria, que foi citada como exemplo de desvio de verbas no relatório da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal.

Respondendo a questionamentos do autor do requerimento para realização da audiência, deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), Sérgio Gabrielli disse que não é correta a equiparação das obras de terraplanagem da refinaria às realizadas para a construção de rodovias, uma vez que as primeiras têm complexidade muito maior e, por isso, são mais caras.

– As divergências com o TCU no que se refere à forma de medição e o valor dos diversos itens do custo de terraplanagem se referem apenas a parte do contrato para essa parte da obra – disse ele.

Gabrielli acrescentou que de 1.200 indicações de indícios de irregularidades na refinaria feitas pelo TCU, apenas 60, ou 5% do total, foram concluídos como tal pelo próprio tribunal.

Com relação a outra causa de encarecimento da construção, pela utilização de drenos para água de subsolo, os quais não estavam previstos no projeto inicial, Sérgio Gabrielli disse ter sido a solução mais barata para o problema. O deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) disse ser “estranho” a Petrobras não ter realizado uma prospecção detalhada do terreno e descoberto com antecedência a presença dos lençóis freáticos.

Sérgio Gabrielli e os parlamentares da base governista criticaram a sistemática atual de fiscalização do TCU. Segundo eles, a ação dos auditores do tribunal tem provocado paralisações em obras do governo federal causando enormes prejuízos à população. O senador Almeida Lima (PMDB-SE), presidente da CMO também manifestou seu descontentamento com relação à atuação do TCU.

*Com Informações da Agência Senado

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