Feira de Santana e o desenvolvimento sustentável

Alberto Peixoto.
Alberto Peixoto.
Alberto Peixoto.
Alberto Peixoto.

Comenta-se que grande parte das empresas instaladas no CIS – Centro Industrial do Subaé – faz “vistas grossas” às iniciativas de preservação do meio ambiente e a diversidade de seres vivos que dependem do seu habitat natural para viver.

Em Feira de Santana os programas de Sustentabilidade Empresarial e Responsabilidade Social estão muito próximos de zero. Poucas organizações cuidam, principalmente do meio ambiente, com a devida responsabilidade. É necessário que se faça, com urgência, projetos de urbanização e drenagem para revitalizar o sistema hídrico de Feira de Santana que possui 52 lagoas, mas que no passado foram 70, diversos rios e riachos. Sendo que as principais lagoas são: Lagoa Salgada, do Prato Raso, do Registro e a principal de todas que é a Lagoa Grande. Para esta última dizem já existir um programa de drenagem e urbanização sob a responsabilidade do município, transformando-a em uma área de lazer com pedalinhos, quiosques, bares, etc.

Existe a Lei Complementar Nº 1.612/92 (Municipal) que estabelece áreas mínimas de preservação e que não são obedecidas, pois é sabido que lagoas e rios de Feira de Santana sofrem os efeitos da desordenada ocupação urbana, além de serem poluídas com os despejos de esgotos, a extração exagerada de argila e areia, além dos efluentes industriais que causam a destruição às matas e a morte de peixes, aves e mamíferos que vivem neste habitat.

É fundamental que haja um trabalho sério com a finalidade de educar e conscientizar a sociedade feirense com relação às questões ecológicas, através de programas de educação sanitária e ambiental,afim de que possamos evitar a destruição do meio ambiente. Comenta-se que grande parte das empresas instaladas no CIS – Centro Industrial do Subaé – faz “vistas grossas” às iniciativas de preservação do meio ambiente e a diversidade de seres vivos que dependem do seu habitat natural para viver. Poucas possuem projetos de sustentabilidade empresarial e de responsabilidade social.

Quanto à saúde dos Rios Jacuipe, Pojuca e Subaé, também precisa ser reavaliada. É fundamental a elaboração de um projeto de saneamento com o objetivo de tratar os efluentes líquidos e gasosos, produzidos por indústrias ou resultantes dos esgotos domésticos urbanos e que são lançados nestes rios. Este projeto também deverá tratar da conscientização da população mostrando-lhes que “o lixo deve ser jogado no lixo”.

O administrador de empresas moderno, consciente e com visão empresarial inteligente, precisa observar que através da preocupação com o meio ambiente e a responsabilidade social, as organizações estão conseguindo maior visibilidade no mercado que passou a exigir, mesmo que ainda de forma tímida, engajamento deste segmento além da redução de custos com resíduos; redução dos riscos de responsabilidade de despoluição; redução de custos de energia; melhoria da imagem, da relação com os clientes, além de melhorar o relacionamento com as autoridades regulamentadoras; aumento do acesso aos fundos de investimentos; habilidade para correção de problemas potenciais antes de causar danos ambientais.

Medidas têm que ser tomadas. É inadmissível uma cidade do porte de Feira de Santana, com um dos maiores parques industriais do nordeste e grande parte das suas empresas sem nenhum projeto de sustentabilidade ambiental e de responsabilidade social.

Agradeço as pesquisadoras Janaina Emanuelle, Gesiane Suzart, Tuane Paes e a Rosana Morena pelos dados fornecidos para o enriquecimento deste artigo.

 

Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.