Brasileiros colocam escultura de madeira em Woodstock

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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Dois brasileiros de Danbury, Connecticut, resolveram reviver os três dias de rockn’roll, paz e amor do famoso Festival de Woodstock. João Carlos Saes dos Santos, 21, e Tiago Guimarães, 25, homenagearam os hippies com uma escultura de madeira.

A obra está em frente ao Museu de Woodstock, na fazenda onde foi realizado o festival. A figura, esculpida por Tiago numa árvore, mostra um hippie e traz a poesia “Hippie” de João.

A ideia partiu dos dois amigos. Quando trabalhavam juntos, João fez a poesia. O escultor então divagou. “Que bom se achássemos um local para o hippie da poesia”, propôs Tiago, que fez o trabalho auxiliado por uma motosserra. Bastou somente um passo e lá estavam eles, cara a cara com o diretor do Museu de Woodstock.

Os brasileiros apresentaram a idéia e Tiago esculpiu uma réplica para o diretor do museu. Com a idéia aprovada, João e Tiago seguiram para uma das mais famosas fazendas de todos os tempos.

O Festival de Woodstock aconteceu no ano de 1969, na fazenda que pertencia a Max Yasgur. O local fica na cidade de Bethel, Nova York, localizada a 69 quilômetros ao sul da cidade de Woodstock, no Condado de Ulster. Durante três dias, famosos como Jimy Hendrix, Santana e Janis Joplin levaram o público ao delírio. No dia 15 de agosto último foram comemorados os 40 anos da realização do festival.

Mineiro de Goiabal e há 5 anos nos Estados Unidos, Tiago confidenciou que se sentiu um verdadeiro hippie enquanto esculpia. “As pessoas elogiavam dizendo ‘precisamos disso’”. Tão jovem, portanto sem vivenciar a era hippie, carrega o sentimento de liberdade e de um mundo sem guerras. “Penso que todo o mundo que tem um coração sem guerras e prega a paz é meio hippie”.

Coração hippie na vida urbana 

João compartilha dos mesmos ideais. Quando morou em Caraguatatuba (SP), passou a admirar a forma como os chamados neo-hippies viviam. “Sem apego aos bens materiais”, afirmou. Leu sobre o movimento hippie e Woodstock e se inspirou em Tiago para compor o poema. O amigo faz trabalhos artesanais, atividade que também preenche as horas vagas de João.

Também há cinco anos nos Estados Unidos e natural de São Paulo (capital), João disse que ele e Tiago tentam, na medida do possível, viver como hippies. “Brincamos que nos consideramos hippies, mas dentro das possibilidades”. As tais ‘possibilidades’ que descaracterizam os dois jovens hippies são bens como o carro, tão necessário para quem mora no país.

Mesmo sem o desapego necessário, João decidiu deixar a marca na escultura de Tiago: esculpiu o poema numa placa de madeira.

*Com informações da Comunidade News.

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