Analistas de mercado reduzem projeção de inflação em 2009 e 2010

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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Brasília – Analistas do mercado financeiro reduziram as estimativas para a inflação este ano e em 2010. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2009, caiu de 4,29% para 4,27%. Para 2010, a estimativa foi reduzida de 4,50% para 4,45%. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base nas projeções de mercado sobre os principais indicadores financeiros.

As estimativas estão, portanto, abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. Essa meta, válida para 2009 e 2010, tem limite inferior de 2,5% e superior de 6,5%. Cabe ao Banco Central perseguir a meta de inflação e para isso é usada a taxa básica de juros, a Selic. A projeção para essa taxa foi mantida tanto para o final de 2009 (8,75% ao ano) quanto para o fim de 2010 (10,50% ao ano). Quando o BC considera que a economia está aquecida e os preços estão em alta, a taxa básica sobe e, quando ocorre o inverso, a Selic é reduzida.

Os analistas também fazem projeções para outros índices de inflação. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, foi mantida em 3,99%. Para 2010, a projeção passou de 4,40% para 4,50%.

Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa é de deflação neste ano. A estimativa de queda para o IGP-DI passou de -0,41% para -0,44% e para o IGP-M, de -0,65% para -0,87%. Em 2010, os analistas mantiveram a projeção de alta de 4,50% para esses dois índices.

A estimativa para os preços administrados foi mantida em 4,10%, em 2009, e em 3,5% em 2010. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

Quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, para este ano, foi mantida expectativa de 0,18%. Para 2010, também não foi alterada a projeção de 4,80%.

A expectativa para a queda da produção industrial teve uma leve alteração, de -7,56% para -7,57%, em 2009. Para o próximo ano, foi mantida a projeção de crescimento de 6,50%.

Os analistas também ajustaram a projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, que passou de 43,95% para 44% neste ano e de 41,90% para 42% em 2010.

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2009 foi mantida em R$ 1,70. Para 2010, a previsão também não foi alterada (R$ 1,75).

A previsão para o superavit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) neste ano subiu de US$ 25,850 bilhões para US$ 26 bilhões. Para 2010, os analistas alteraram a estimativa de US$ 16 bilhões para 16,250 bilhões.

Para o deficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, os analistas elevaram a estimativa de US$ 16,8 bilhões para US$ 16,9 bilhões. Para 2010, foi alterada a projeção de US$ 31 bilhões para US$ 32 bilhões.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) em 2009 foi mantida em US$ 25 bilhões. Para o próximo ano, a projeção também não foi alterada (US$ 33 bilhões).

*Com informações da Agência Brasil

Redação do Jornal Grande Bahia
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