O lixo: um problema urbano | Por Newton Oliveira

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

A cada ano aumenta a quantidade de lixo produzido pela população urbana. Há portanto uma proporção entre o aumento da população e a maior quantidade do lixo. Todas as cidades convivem com o problema de difícil solução se não contarmos com o apoio das pessoas.

Vê-se que a coleta é incapaz de manter a cidade limpa, por falta de colaboração do cidadão. O lixo produzido tem várias origens: residencial, comercial, hospitalar, industrial e de varrição.  Para cada um, deveria ter uma programação de coleta e disposição. Como a coleta é insuficiente, as cidades apresentam um fator constrangedor ao meio ambiente. Quanto à disposição, os aterros sanitários ou simplesmente um local sem as características especiais, acumulam o lixo diariamente.

Já citei o exemplo de duas cidades da região metropolitana de São Francisco nos Estados Unidos, Palo Alto e Los Altos, que visito todos os anos por compromissos familiares. Lá como é feita a coleta? Num só dia da semana, passam os caminhões de coleta em horários diferentes: um é responsável pelo lixo comum, outro pelo lixo composto de papéis, plásticos e outras embalagens e outro coleta vidro. Tudo separado em latões próprios de cores diferentes e que são armazenados pelo próprio cidadão. Daí a coleta dirige-se à reciclagem e ao aterro sanitário que, através de tecnologias próprias, procedem a transformação. É uma rotina que se repete toda semana no mesmo dia e nas mesmas horas.

Entre nós, o horário não é o mesmo e coleta-se o lixo com mais frequência. Mesmo assim as cidades continuam sujas. Precisamos que a população colabore e cabe ao poder público promover campanhas de conscientização, dado que as pessoas ainda não possuem o dever de cidadão ecologicamente consciente.

A reciclagem entre nós ainda não funciona, apesar de ser uma atividade produtiva de grande alcance. Em outros países como  Estados Unidos, Dinamarca e Alemanha, existem estudos avançados sobre os ganhos adquiridos com a reciclagem, desde os ambientais até os econômicos com a diminuição de energia e recursos naturais para produzir novos produtos. Vamos ter que avançar muito nesta direção e é um assunto urgente. A tecnologia existe e está disponível para quem queira utiliza-la . E por que não fazemos? Cabe aos administradores públicos responderem.

Em São Paulo, uma lei sobre resíduos sólidos criou um grande debate na procura do responsável após o consumo do produto. Dificuldades para tratar produtos como pilhas usadas, garrafas PET, computadores velhos, etc, ainda são tabus na legislação existente. Alguns especialistas defendem a criação de um incentivo para quem levar por exemplo, uma pilha velha quando da compra de uma nova. É claro que o assunto é complexo, porém temos de encontrar soluções urgentes para ajudar a salvar o planeta.

As embalagens de plástico nos supermercados, outro exemplo, poderiam ser substituídas por sacos de papel ou mesmo incentivar os compradores a levarem a sua própria embalagem. São soluções válidas de alcance positivo. Nas cidades de Palo Alto e Los Altos que citei atrás, os supermercados já adotam, faz tempo, a embalagem de papel. Foi abolida a embalagem plástica  que é muito danosa ao meio ambiente.

Vamos colaborar com as autoridades públicas não sujando as  cidades. Vamos produzir menos lixo. Faz parte da cidadania adotar hábitos civilizados. Quero sugerir aos construtores residenciais: Adotem uma peça trituradora de resíduos nas pias de cozinha. Isto diminui, definitivamente, a quantidade de resíduos sólidos. A tecnologia existe e os equipamentos também. É só incluir no projeto, nas especificações e na execução. Todos agradecem.

*Prof. Newton Oliveira é arquiteto e diretor presidente da UNEF

*Com informações de Newton Oliveira

Redação do Jornal Grande Bahia
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 108755 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]