Feira de Santana: obra do Parque da Lagoa, manipulação, mentiras, gado pastando e dinheiro público desperdiçado

Parque da Lagoa, gado pastando.Parque da Lagoa, gado pastando.
Parque da Lagoa, gado pastando.

Parque da Lagoa, gado pastando.

A baixa qualidade das obras públicas municipais tem sido tema recorrente de denúncias por parte deste jornal. É com profunda decepção que narramos os descasos com que vem sendo tratada a política de desenvolvimento urbano de Feira de Santana. Para eclipsar este tema, trazemos o Parque da Lagoa, obra celebra por José Ronaldo, que em pouco tempo marcou a verdade sobre a qualidade do investimento público.

Ao final de sua segunda gestão, o ex-prefeito José Ronaldo lançou diversos pacotes de obras, com o nítido objetivo de impulsionar a candidatura do seu sucessor, Tarcízio Pimenta (DEM). Muitas pavimentações e construções de praças apresentavam baixíssima qualidade, o que levaria o seu próprio governo a promover reparos.

Sem um bom planejamento, a obra do Parque da Lagoa foi licitada e a empresa vencedora não pode dar seqüência aos trabalhos, por incapacidade financeira. Licitada, foi contratada uma nova empresa pela gestão de Pimenta. Está, até o presente momento, não iniciou as obras. Transformando o local em pastagem para gado, criadora de mosquitos e antro para marginais.

Embarcando na onda oficialesca, parte da imprensa local, mais preocupado em agradar o prefeito que os irriga com gordas verbas publicitárias e empregos, do que em exercer o papel de críticos sociais com o objetivo do aprimoramento da comunidade e das relações institucionais. Pouco tem feito para verbalizar, levar a público os desmandos e descaminhos da gestão atual e passada. Desta forma, anestesiados por uma torrente de notícias oficiais, o cidadão nada vê nos noticiários a respeito da lamentável estrutura pública que se ergue em Feira de Santana.

Praças privatizadas, ruas sem acostamento, baixos níveis de qualidade na educação municipal, equipamentos públicos sendo construídos em locais inadequados e de difícil acesso. Imaginem, até uma praça, a do Tropeiro, foi construída e sequer banheiros públicos foram projetados, embora, fossem instaladas diversas barracas. O que classificamos como cultura do barroquismo, ou seja, transformar o espaço público em local privado para venda de bebidas alcoólicas, perdendo-se a noção de lazer e encontro social da comunidade.

Na antiga Grécia, as praças eram denominas de ágoras, local para debates intelectivos. Na França, as praças/jardins traziam para as cidades o frescor das flores e das árvores, ao mesmo tempo em que dava um ar natural ao ambiente artificial construído pelo homem. Mas, enfim, está é a Feira de Santana que se desnuda para nós. Ainda podemos corrigir os erros do passado e desenhá-la para o futuro, e isto só depende de você.

Saiba mais sobre o Parque da Lagoa

O Parque da Lagoa fica às margens Avenida José Falcão da Silva, trecho do bairro Galiléia. Em frente aos conjuntos Centenário e Miltom Gomes.

A empresa 5M Construções e Comércio foi a vencedora da segunda licitação promovida pela Prefeitura de Feira de Santana.

 A construção deveria ser retomada no dia 17/06 e entregue em novembro. A obra envolve recursos do próprio município da ordem de R$ 263 mil.

Falsas Promessas 

O secretário José Pinheiro informou à época que os trabalhos estão focados na conclusão da abertura do restante da lagoa, seguido de um espelho d’água ampliado e limpo. O Parque da Lagoa será dotado de três quiosques, ciclovia, pista de cooper e parque infantil, em amplo espaço arborizado e com grama.

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).