Custódia: entrevista coletiva concedida pelo presidente Lula

Luiz Inácio Lula da Silva: "A única coisa de que eu tenho certeza é a seguinte: não existe nenhuma obra parada no Brasil, por falta de dinheiro. Se tem alguma obra parada, é alguma coisa, ou da Justiça, ou de briga entre empresários, ou do Tribunal de Contas".
Luiz Inácio Lula da Silva: "A única coisa de que eu tenho certeza é a seguinte: não existe nenhuma obra parada no Brasil, por falta de dinheiro. Se tem alguma obra parada, é alguma coisa, ou da Justiça, ou de briga entre empresários, ou do Tribunal de Contas".
Luiz Inácio Lula da Silva: "A única coisa de que eu tenho certeza é a seguinte: não existe nenhuma obra parada no Brasil, por falta de dinheiro. Se tem alguma obra parada, é alguma coisa, ou da Justiça, ou de briga entre empresários, ou do Tribunal de Contas".
Luiz Inácio Lula da Silva: “A única coisa de que eu tenho certeza é a seguinte: não existe nenhuma obra parada no Brasil, por falta de dinheiro. Se tem alguma obra parada, é alguma coisa, ou da Justiça, ou de briga entre empresários, ou do Tribunal de Contas”.

Confira a entrevista coletiva concedida, em 15 de outubro de 2009, pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita ao Lote 11, do Eixo Leste do São Francisco, em Custódia, Pernambuco.

Jornalista: (incompreensível) nesse sábado uma campanha, Presidente, uma campanha de gentileza urbana. É disso que as cidades estão precisando, o estado está precisando, a Nação está precisando, de que as pessoas, cada uma faça a sua parte, como não jogar papel no lixo, por exemplo?

Presidente: Se cada um fizesse a sua parte, seria tão simples cuidar do Brasil. O problema… É um processo educacional, é um processo educacional que precisa ser feito sistematicamente, cotidianamente. Se Belo Horizonte vai fazer, eu quero dar os parabéns a Belo Horizonte, porque se as pessoas não jogassem papel na rua, se as pessoas não jogassem palito de sorvete na rua, se as pessoas não jogassem lata de cerveja na rua, lata de guaraná, nós teríamos menos lixo. Se as pessoas não jogassem garrafas PET, como jogam no rio, a gente teria menos enchentes. Eu acho que se Belo Horizonte vai começar uma campanha dessas e a rádio Itatiaia vai contribuir, eu acho que está de parabéns Belo Horizonte e de parabéns a rádio Itatiaia.

Jornalista: (incompreensível) o PAC (incompreensível) as obras estão paradas (incompreensível) oposição (incompreensível) esteve lá. Eu gostaria que o senhor respondesse (incompreensível) obras do PAC em Aracaju?

Presidente: Ora, veja, eu não sei se tem obra parada em Aracaju…

Jornalista: No Coqueiral e Santa Maria…

Presidente: Se estiver parada, ou você tem problema no Poder Judiciário… porque, o que acontece, muitas vezes? Muitas vezes, o Tribunal de Contas diz que tem indícios de provas de sobrepreço, e aí para, aí você tem que fazer todo um processo. Muitas vezes, a empresa que perde a licitação entra na Justiça e para a obra. Eu disse no começo da entrevista isso: fazer uma obra no Brasil hoje é muito difícil. Você faz uma licitação… Eu vou te contar um caso, Gilmar. Nós ficamos dois anos fazendo licitação para entregar 350 mil computadores às crianças, nas escolas. Demorou dois anos para que o Tribunal de Contas permitisse que houvesse a licitação. Agora, as pessoas não medem qual é o prejuízo para a Nação e para as crianças se você ficar dois anos esperando. Então, eu tenho certeza de que se tiver obra parada…

Jornalista: Eu acho que tem que ser verificado.

Presidente: A única coisa que eu posso… Eu vou verificar. Eu vou te contar uma coisa, Gilmar. A única coisa de que eu tenho certeza é a seguinte: não existe nenhuma obra parada no Brasil, por falta de dinheiro. Se tem alguma obra parada, é alguma coisa, ou da Justiça, ou de briga entre empresários, ou do Tribunal de Contas, porque falta de dinheiro não existe…

Jornalista: (incompreensível) Santa Maria e Coqueiral.

Presidente: Santa Maria e Coqueiral, vou perguntar para a Dilma.

Jornalista: Obrigado.

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