Triatleta feirense está entre os melhores do país

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
Triatleta feirense está entre os melhores do país.

Triatleta feirense está entre os melhores do país.

Após nadar 3 quilômetros, pedalar 80 mil metros e correr mais 20, o triatleta feirense Gervázio Dionísio da Silva deixou todos os adversários para trás e conquistou o Campeonato Brasileiro de Triathlon de longa distância, no último dia 23 de setembro de 2016, no Espírito Santo. A competição foi realizada na cidade de Meaípe e contou com a participação de 150 atletas.

Gervázio compete na categoria de 40 a 44 anos, e atualmente lidera os rankings baiano e nacional. Em 16 anos de carreira, esse foi o oitavo título nacional do triatleta. O feirense também tem no currículo 2 pan-americanos, 1 Copa América e 2 mundiais, além de várias convocações para competições internacionais. Confira abaixo a entrevista com o triatleta.

TRIBUNA FEIRENSE: Há quanto tempo nesta modalidade esportiva?

GERVÁZIO DIONÍSIO: Eu já faço triathlon há 16 anos e venho conquistando alguns títulos já há algum tempo. Recentemente conquistei meu oitavo título brasileiro, espero dar continuidade e me manter no ranking brasileiro por muito tempo.

TF: Como é a preparação para esse tipo de esporte

GD: Para essa prova de longa distância eu preciso treinar em torno de 4 a 5 horas por dia. Devido ao meu horário de trabalho eu preciso sair bem cedo para treinar. Então às 4h da manhã eu já tenho que estar treinando para chegar em tempo na academia para dar aula. O que acaba sendo uma rotina muito cansativa.

TF: Qual a realidade do triathlon na Bahia e no Brasil, e quais as principais dificuldades?

GD: De um modo geral, as principais dificuldades não só na Bahia, mas em todo o Brasil, estão relacionadas a falta de patrocínio, de apoio financeiro das empresas e até de algumas federações. Graças a Deus eu não tenho do que reclamar. Eu tenho o patrocínio do Faz Atleta e do Atacadão Recôncavo, que é uma empresa de Salvador, e vem me dando esse suporte.

E eu venho conseguindo me manter não só no ranking baiano, mas também no brasileiro conseguindo minhas competições de maneira mais tranqüila.

Com isso eu tenho material de primeira, coisa que sem um patrocinador você não consegue manter.

TF: Como você avalia o nível do triathlon em Feira de Santana?GD: Na cidade nós precisamos ter uma renovação de atletas de triathlon. Temos bons competidores, mas a gente percebe um déficit neste aspecto. Hoje eu estou entre os cinco melhores da Bahia.

A nível nacional existe um celeiro de atletas muito grande. Competidores que a gente vê sempre tendo ótimos desempenhos a nível mundial. Mas na Bahia existe um grande problema que é a falta de competição. Como são poucas competições, existe muitos atletas de grande potencial que sentem a necessidade de mais provas.

Quem tem patrocínio consegue se sobre-sair e participar de provas a nível nacional, regional e outros eventos feitos por outras associações e federações em outros estados. Mas quem não tem patrocínio fica limitado somente aquelas provas do campeonato baiano, o que deixa o atleta muito preso.

TF: Para quem quer começar a praticar esse esporte, qual a orientação?GD: Um atleta pode iniciar no triathlon a partir dos 12 anos, quando ele começa a fazer um treinamento específico, com uma das modalidades, seja natação, corrida ou ciclismo. A partir daí ele dar o ponta pé inicial. De acordo com o seu desenvolvimento ele vai acrescentando outra modalidade até conseguir suportar os treinamentos nas três modalidades.

Porque a natação é de certa forma um treinamento mais leve, mas quando você passa a colocar a natação e a corrida, ou a natação, a corrida e o ciclismo, já se torna um treinamento mais puxado. Necessita de muito tempo, de muito treino, muita garra e muita vontade. Então o conselho para quem estar começando é justamente começar devagar.

TF: Quais as perspectiva futuras dentro deste esporte?

GD: Até o final do ano eu devo participar de mais cinco provas. Temos duas etapas do Campeonato Baiano, mais duas provas do circuito nacional Sesc, uma em Salvador e outra em Porto Alegre, uma etapa da Copa Brasil, além da última etapa do Campeonato Brasileiro de distância olímpica que vai ser em Vila Velha, no Espírito Santo.

Essa última conquista do brasileiro me deu um grande estímulo para eu continuar os meus treinos, e fechar o ano com chave de ouro nessas futuras provas que eu vou fazer.

*Com informação do site ofutebol.com.br.

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