Portal promove inclusão social e digital dos índios brasileiros

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Rio de Janeiro – A inclusão social e digital  dos indígenas brasileiros está, aos poucos, se transformando em realidade. Usando como principal ferramenta o software livre, o portal Web Brasil Indígena foi criado com a finalidade de promover a inclusão e já começa  a atingir as comunidades indígenas espalhadas por todo o país. A tecnologia do software livre foi adotada porque “era mais interessante e colaborativa”, disse hoje (10) Anápuáka Muniz Tupinambá Hã hã hãe, índio da etnia Tupinambá, ao participar  do Encontro de Negócios em Software Livre, no Info Rio 2009 – 7º Encontro Nacional de Tecnologia e Negócios. O evento é promovido pelo Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (Seprorj).

Coordenador-geral de tecnologia da informação e comunicação (TIC) do Web Brasil Indígena, Anápuáka Muniz afirmou que os resultados iniciais são promissores, embora tenha salientado que para incluir é preciso que haja a parceria do governo.

O portal utiliza os pontos de acesso à internet disponibilizados pelo governo federal nas aldeias. “Isso é um primeiro ponto para a gente: poder utilizar essa tecnologia”. O portal usa as ferramentas de mídia do software livre e promove sua adaptação e flexibilização às etnias indígenas”.

De modo geral, Muniz disse que os índios têm confiança apenas em profissionais também indígenas. “Porque você colocar tecnologia em um local  onde as pessoas não estão acostumadas, é uma questão de confiança. Quando um indígena leva,  ele é parente, é responsável, porque não vai levar nada  que destrua. Então, a nossa visão é  cultural mesmo, de sustentabilidade, porque ele tem que ganhar dinheiro, mas está levando a cultura delepara a sociedade, porque está gerando conteúdo.”

Por meio do portal,  os indígenas são apresentados ao lado bom das tecnologias, disse Muniz. Eles escolhem as mais adequadas. “Essa é a nossa visão”. O projeto não conta com apoio governamental, lastimou Anápuáka Muniz. “Precisamos ter. A  gente não tem uma grande plantação. Mas,  faz a nossa hortinha  e ela está dando bons frutos”.

Ele pretende levar o pleito às autoridades federais. Para isso, procura participar de todos os eventos relacionados à tecnologia da informação. “Até para eles poderem enxergar a gente.  Não é só chegar lá  batendo na porta com uma ideia na cabeça. É mostrar que a gente já está mudando e está levando resultados já presentes. Espero que o governo venha  olhar para a gente, sim, com uma boa participação”.

O Web Brasil Indígena gera conteúdo étnico e de mídia  em todas as áreas, com a meta de mostrar à sociedade o passado, presente e futuro dos indígenas brasileiros. A idéia é mostrar mais conteúdo para o povo brasileiro, afirmou Anápuáka Muniz. No portal, também é possível ter acesso à cultura indígena contemporânea, por meio da rede social Aldeia Brasil Indígena, além de material para pesquisadores e estudantes indígenas no blog Acadêmico WBI.

 *Com informação da Agência Brasil.

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