Doce contradição | Por R. C. Amorim Neto

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Você é capaz de explicar como um doce e frágil ser humano algumas vezes pode ser tão forte? Ou como uma brilhante profissional pode se transformar em uma assustada dona de casa que sobe na mesa e grita desesperadamente por causa de uma barata? Você tem respostas para estas questões? Nem eu! Entretanto, eu sei que as únicas pessoas capazes de ligar com estas contradições são as mulheres. E não importa qual a cultura, idade ou religião. Elas têm esta particularidade que falta a nós, homens. Talvez seja isto o que faz as mulheres tão irresistíveis.

Homens, em geral, assumem apenas um papel a vida inteira. Homens têm que parecer fortes, competitivos e durões. Sempre a mesma coisa. Não importa se eles estão jogando futebol com crianças, lavando o carro ou lutando com um inimigo. Sempre pretendemos ser superiores e ensinar alguma coisa. Existe um traço de inflexibilidade em nossa natureza. Quando perdemos algo, no mínimo temos uma explicação lógica para isto. Seria uma humilhação apenas aceitar a derrota e chorar. Homens economizam lágrimas do mesmo modo que os bombeiros economizam tempo. Entretanto, mesmo sendo tão duros em relação a nossos sentimentos e imagem pública, nos apaixonamos pelo modo como as mulheres se transformam.

Elas mudam a cada segundo, e nós apenas apreciamos isto. Elas podem ser a fadinha, a bruxa, a inocente garota ou a mulher sensual que atrai nossos olhares e pensamentos. Elas também podem ser, ao mesmo tempo, a mãe frágil que amamenta uma linda criança e a forte atleta que caminha rápido enquanto empurra um carrinho de bebê. As mulheres têm certa liberdade que as permite ser flexíveis em relação aos papéis que desempenham no dia-a-dia. Apesar de nossa admiração, nós homens não entendemos bem esta liberdade. Para nós, as mulheres são paradoxais e nós amamos isto. Mas, por quê?

Amamos a flexibilidade feminina apenas porque assim podemos relaxar. Isto parece fácil e superficial, mas tem grande importância em nossas vidas. Habitualmente parecemos tensos e por isto procuramos uma pessoa, um espaço que nos ajude a relaxar e sentir livres. Ok! Sendo homem, tenho que confessar que ir ao bar com amigos é uma boa idéia. Mas também tenho que dizer que isto não é suficiente. Embora alguns amigos possam nos fazer sentir compreendidos, apenas uma mulher pode nos fazer sentir completamente acolhidos. Existe um jeito feminino único de hospitalidade.

Nada é mais acolhedor do que encontrar uma adorável e divertida mulher após um dia intenso de trabalho. Ela se interessará por nossa situação. Quando ela sorrir, nosso esgotamento vai sutilmente desaparecer. Talvez ela eleve a sobrancelha e faça perguntas difíceis. Em um dia de sorte, ela irá apenas beijá-lo apaixonadamente, como todo homem imagina merecer.

Contudo, exatamente por esta flexibilidade, a doce sensação de acolhida pode inesperadamente mudar e tornar-se ironia ácida ou lágrimas amargas. E nós homens permanecemos imóveis, quase sem entender o que está acontecendo. Estamos apenas seguros de que isto mudará a qualquer momento e tudo dará certo. Apenas curtimos esta sensação de estar em casa.

A flexibilidade é a qualidade que mais aprecio nas mulheres. Entretanto, isto é uma espécie de segredo porque se conto isto às mulheres de minha vida, elas certamente me considerarão machista. Se contar isto aos meus amigos, eles dirão: “Você é apenas um bobo romântico”. Entretanto, as mulheres são mais livres que os homens, e esta liberdade nos ajuda a relaxar e ser menos competitivos. A única coisa que podemos ter certeza é que elas mudarão inesperadamente. Curta a surpresa e relaxe!

* Por Roque do Carmo Amorim Neto Mestre em Educação pela Universidade Cidade de São Paulo (2008). Especialista em Gestão Escolar pelas Faculdades Integradas de Botucatu (2006) e em Psicopedagogia pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (2008). Possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2004). Tem experiência na área de Educação, Filosofia, Pastoral Juvenil e Orientação Vocacional.

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