Desenvolvimento sustentável é tema de debate na Assembleia Legislativa da Bahia

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Os rumos e as questões relativas ao meio ambiente no Brasil e a devida participação da Bahia neste contexto foram debatidos ontem, pela manhã, em audiência pública no plenário, numa promoção conjunta da Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional e a Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa da Bahia. Por quase quatro horas, representantes da sociedade civil organizada, empresários, órgãos estaduais e não- governamentais ponderaram acerca das alterações climáticas, crescimento sustentável, novas matrizes energéticas, evidenciando, em especial, a Mata Atlântica, o bioma caatinga e a desertificação. “Ouvimos importantes sugestões e relatos de temas que serão tratados com o mesmo clamor que se trata a floresta amazônica”, enfatizou o relator da comissão mista, deputado federal Colbert Martins (PMDB), que coordenou os trabalhos de ontem.

Esta audiência, na realidade, é o 27o encontro produzido pela comissão nacional, que vem ouvindo representantes de todo o país, objetivando criar um documento a ser apresentado pelo Brasil na 15a conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – UNFCCC, de 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, Dinamarca: evento ambiental internacional que terá a participação de cerca de 200 países. Para o deputado federal Luiz Carreira (DEM), o Brasil precisa ter uma “posição proativa” numa atitude de “vanguarda”, propondo metas. Esse pensamento foi corroborado pelo deputado federal Jorge Khoury (DEM), também membro do colegiado, que defendeu uma participação forte do Brasil, já que o país possui um grande potencial energético e está em amplo desenvolvimento. “Precisamos tratar a caatinga da mesma forma que tratamos a Amazônia, o Pantanal, a Mata Atlântica e os Pampas”, enfatizou.

Emprego

“No momento de crise econômica, onde a geração de emprego e renda é fundamental, temos que fazer a combinação de crescimento ordenado e sustentável, sem prejudicar o meio ambiente, com preocupação especial com o aquecimento global”, frisou o presidente do colegiado de meio ambiente, o deputado democrata Gaban, sugerindo que, na Bahia, devido à diversidade climática e territorial, a legislação ambiental deverá apresentar especificidade para cada região.
Segundo Juliano Matos, secretário estadual de Meio Ambiente, o governo Jaques Wagner, sensível a esta questão, criou um grupo de trabalho (GT), composto por nove secretarias de Estado, para elaborar o documento base do projeto de lei que disporá sobre questões relacionadas ao meio ambiente. Esse pré-projeto está disponível no site da Sema e, após diálogos e supostas reformulações, será, em breve, enviado para apreciação dos parlamentares. Juliano destacou ainda os programas Bahia Floresta Global, Monitora e Água para Todos, que até 2010 pretende atingir mais de dois milhões de pessoas. “Estamos elaborando o inventário de emissões de gases de efeito estufa-GEE nos setores de energia e indústria e, em 2010, o inventário dos demais setores, como agricultura, resíduos sólidos, uso da terra, transporte e sivicultura estarão prontos.”

Energia

O presidente da Federação da Indústria do Estado da Bahia (Fieb), Victor Ventin, informou que apesar de sempre estarem na berlinda quando se envolve a temática ambiental, a preocupação da instituição com esse assunto é muito grande, uma vez que a geração de emprego e renda, quando feita de forma responsável, produz mobilidade social. Para ele, o principal problema do estado está relacionado com a produção energética. “Os ambientalistas são contra a criação de usinas hidrelétricas e as termo-elétricas são muito mais poluidoras.”
Para Renato Cunha, presidente do Grupo Ambientalista da Bahia, não se trata de barrar o desenvolvimento, mas, sim, adotar novas matrizes energéticas compatíveis com a realidade. “Temos que plantar árvores, temos que ser produtores florestais e preservar a biodiversidade”. Essa argumentação foi ampliada por Júlio Rocha, diretor geral do Instituto de Gestão de Águas e Clima (Ingá), que defendeu a restauração das matas nativas, e por Eduardo Mattedi, secretário executivo do fórum de mudanças climáticas e biodiversidade, que apontou a energia eólica como um dos mais promissores investimentos no estado.

*Com informação de  ASCOM/ALBA.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Faça uma doação ao JGB

About the Author

Redação do Jornal Grande Bahia
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]