Definição sobre pré-sal mobiliza indústria e amplia discussões sobre energia

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.

Marco regulatório anunciado pelo governo dominou agenda econômica em Brasília e repercutiu em encontro bilateral entre Brasil e Alemanha no Espírito Santo. Energias renováveis também ganharam destaque. O anúncio do marco regulatório de exploração da camada de pré-sal repercutiu no 27° Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), em Vitória, Espírito Santo. Uma das principais mudanças anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, está no regime de exploração de petróleo. O atual modelo de concessão passa para o contrato de partilha da produção, adotado em países com grandes reservas, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Venezuela.

No contrato de partilha, o Estado e as empresas dividem entre si a produção de óleo e gás, permitindo à União capturar a maior parte da riqueza gerada com a renda do petróleo. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, a política industrial do governo federal deve incluir esta pauta em sua agenda de prioridades.

“É uma grande oportunidade para que a indústria brasileira dê um novo salto, não só do ponto de vista do acesso a estas encomendas que serão geradas pelo pré-sal, mas um salto tecnológico para acompanhar de forma qualificada este processo de exploração”, afirmou.

Aproximação de investidores europeus

As oportunidades de negócio para empresas alemãs no setor brasileiro de energia, principalmente com o pré-sal, foram abordadas em painéis da agenda bilateral do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, encerrado nesta terça-feira (2/09/2009). O secretário do Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo, Guilherme Dias, entende que a exploração das reservas vai aproximar o mercado nacional de investidores europeus.

“Uma mobilização ainda maior de recursos financeiros, tecnológicos e humanos será necessária, o que vai criar um ambiente de parceria com empresas internacionais”, disse. Dias reconhece que, por deter uma tecnologia avançada na fabricação de máquinas e processos industriais, a Alemanha pode aproveitar essas oportunidades para associar-se a empresas brasileiras, incorporando esse esforço produtivo.

O pré-sal vai do litoral do estado do Espírito Santo até Santa Catarina, uma área de cerca de 800 quilômetros de extensão. O petróleo está localizado abaixo da camada de sal, a mais de 7 mil metros de profundidade. As primeiras descobertas ocorreram em 2005.

Dois anos mais tarde, a Petrobras anunciou ter achado indícios de reservas recuperáveis de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo e gás na área de Tupi, na bacia de Santos.

Matriz brasileira entre as mais limpas do mundo

Além do marco regulatório do pré-sal, as energias renováveis também estiveram em pauta. Empresários alemães e brasileiros reconheceram que o Brasil precisa de  mais investimentos nas fontes tradicionais como hidroeletricidade, biomassa, etanol, biodiesel.

O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. Com 46% de uso de fontes renováveis, o país ocupa lugar de liderança nesse segmento. Em países desenvolvidos, o índice fica em 8%.

E há espaço para avanços. Estudos internacionais já confirmaram os benefícios da utilização do etanol de cana-de-açúcar, capaz de reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa, em comparação com a gasolina.

*Com informação de Deutsche Welle.

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