Seminário põe em foco a obra e legado do Jorge Amado

A atualidade de Jorge Amado. Este será o foco do Seminário Novas Letras, promovido pelo Núcleo do Livro, Leitura e Literatura (NLLL) da Fundação Pedro Calmon/Secult e que até final do ano promoverá uma série de debates literários na Academia de Letras da Bahia. Nesta edição, o projeto põe em foco a obra e legado de um dos principais representantes da literatura baiana. Serão três dias, de quarta a sexta-feira 26 a 28 de agosto de 2009, de palestras com estudiosos da obra do autor, além do lançamento de Jubiabá em quadrinhos, do cartunista Spacca e do livro A última trincheira de Charles Kiefer.

“O Seminário será uma grande reflexão da obra de um escritor de importância indiscutível que levou a Bahia para o mundo. No mês em que se celebra o nascimento de Jorge Amado, a Fundação Pedro Calmon homenageia o escritor com extensa programação”, destaca a diretora do NLLL, Lúcia Carneiro. O Novas Letras é uma oportunidade de leitores, estudiosos e apreciadores da literatura baiana conferirem diferentes interpretações de aspectos da obra do escritor.

Na abertura do Seminário, na quarta-feira (26) às 15h, na Academia de Letras da Bahia, a literatura de Jorge Amado será o tema central, dividida em três diferentes palestras: “Lívia, substituta simbólica de Guma”, com a Doutora em Letras pela UFBA, Nancy Vieira; “Do recente milagre dos pássaros: uma leitura de um conto de Jorge Amado”, com a escritora Pós-doutora em Literatura pela USP, Edilene Dias Matos, e “Jorge Amado e Roberto Drummond: Quincas Berro d’Água e mortos não dançam valsa”, com a também escritora e Doutora em Letras (UFBA), Eliana Mara Chiossi.

Já na quinta-feira (27), o público poderá conferir, a partir das 15h, as palestras dos seguintes escritores: “A sonoridade e o silêncio em narrativas de Jorge Amado”, com o Mestre em Letras (UFBA), João Edson Rufino; “Jorge Amado: 40 anos de Tenda dos Milagres”, com o Doutor em Teorias e Críticas da Literatura e da Cultura pela UFBA, Benedito Veiga e “Jorge Amado, escritor de sua gente”, com o Doutor em Teoria da Literatura (PUC), Charles Kiefer.

A sexta-feira (28) será dedicada a um dos principais romances escritos por Jorge Amado: Jubiabá. Na LDM Livraria Multicampi, a partir das 17h, ocorrerá um debate sobre a obra com o cartunista e ilustrador João Spacca de Oliveira e os Mestres em Literatura (UFBA), Lima Trindade e Cláudio José. Em seguida, às 18h30, ocorrerá o lançamento de Jubiabá em quadrinhos, de João Spacca e A última trincheira (arte, cultura e identidade nacional), de Charles Kiefer.

Agosto de Jorge

Nascido em 10 de agosto de 1912, Jorge Amado de Faria teve o seu primeiro romance publicado em 1931. Em meados da década de 30, lança Jubiabá. A obra Mar morto (1936) recebe o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras. Durante o governo de Vargas, seus livros, considerados subversivos, são queimados em plena Salvador por determinação da Sexta Região Militar. Segundo as atas militares, foram queimados 1.694 exemplares de “O país do carnaval”, “Cacau”, “Suor”, “Jubiabá”, “Mar morto” e “Capitães da areia”. Atualmente, Jorge Amado é considerado um dos principais escritores que retrataram a Bahia sob um ponto de vista peculiar que contribuiu, entre outros aspectos, para a construção do seu próprio estilo de escrita.

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