Pesquisa mostra novo quadro migratório na Argentina

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Estudo da ONU mostra que entre 1881 e 1914, a Argentina recebeu 4,2 milhões de migrantes vindos, em sua maioria, de países europeus. Mas este fluxo foi revertido durante a última década, com a saída de 800 mil argentinos para viverem, principalmente, na Espanha e Estados Unidos

 A Organização Internacional para Migrações, OIM, publicou nesta terça-feira, em Buenos Aires, um Perfil Sobre Migrações na Argentina e como o país está lidando com novos fluxos migratórios.

O estudo mostra que entre 1881 e 1914, a Argentina recebeu 4,2 milhões de migrantes vindos, em sua maioria, de países europeus. Mas este fluxo foi revertido durante a última década, com a saída de 800 mil argentinos para viverem, principalmente, na Espanha e Estados Unidos.

Novos Migrantes

A OIM destaca que a Argentina continua recebendo migrantes, mas de países vizinhos como o Paraguai, Bolívia, Peru e Brasil. De acordo com o mais recente censo, 1,5 milhão de estrangeiros vivem na Argentina, representando 4,2% da população do país.

O perfil migratório da Argentina aponta também outros aspectos, como o crescimento da migração transnacional, o crescente papel das mulheres nas migrações e o aumento da migração ilegal e tráfico humano, entre outros.

O documento da OIM indica que nos últimos anos, a Argentina se tornou um país de origem, trânsito e destino de tráfico humano para a exploração sexual e trabalho forçado.

Exploração Sexual

Segundo a OIM, mulheres e menores vindos, principalmente do Brasil e Paraguai, são trazidos ao país para a exploração sexual. Enquanto homens bolivianos e paraguaios entram de maneira ilegal na Argentina para trabalharem nas fábricas e na agricultura.

A OIM também reconhece o esforço do governo argentino de regularizar os migrantes vindos do Mercosul com a criação, em 2006, do programa Pátria Grande. A iniciativa regularizou a situação de 560 mil migrantes vindos, em sua maioria, do Paraguai, Bolívia e Peru.

*Com informação da Rádio ONU em Nova York.

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