O mundo está conectado através da internet, possibilitando a cibercriminosos acessar dados sensíveis e se

O mundo está conectado através da internet, possibilitando a cibercriminosos acessar dados sensíveis e secretos. Um método é instalar software malicioso, outro, a formação de verdadeiras hordas de computadores-robô.

 O sigilo sobre dados pessoais sempre foi uma fonte de preocupação. Em especial desde que eles passaram a ser trocados em forma digital e sem limites de espaço ou tempo. A consciência dessa ameaça já chegou até mesmo à Casa Branca. Talvez porque o próprio presidente Barack Obama foi vítima de um ataque de hackers durante sua campanha eleitoral.

Em 29 de maio de 2009, ele foi o primeiro chefe de Estado norte-americano a se pronunciar sobre a cibersegurança, acentuando a dependência de seu país de uma estrutura informática eficiente.

“O ciberespaço é real, mas também os perigos que ele implica. Uma das grandes ironias de nossa era da informática é o fato de as tecnologias que nos possibilitam criar algo serem as mesmas que fortalecem os que desejam destruir.”

Mundo conectado, perigo multiplicado

O planeta está inteiramente interconectado através da internet. E por isso possibilita aos criminosos dentro da rede acessar um número imenso de dados sensíveis e secretos. Um método corriqueiro para alcançar este fim é a instalação de um malware – software malicioso – sem a permissão ou conhecimento do proprietário do computador.

Mikko Hypponen, diretor do departamento de pesquisa da empresa finlandesa de segurança F-Secure, ocupa-se há quase 20 anos dos perigos da internet. Ele explica que pode bastar a visita a um site manipulado para infectar o computador com um malware.

“A partir desse momento, seu computador não é mais seu: ele passa a ser controlado por cibercriminosos, cujo fim é fazer dinheiro.” Um de seus meios é usar o sistema alheio para fazer coisas proibidas, como enviar spam. O outro, mais provável, é registrar cada toque do teclado. “Aí ficam esperando que você digite o número de seu cartão de crédito durante uma compra online”, adverte Hypponen.

A ameaça dos robôs

Os computadores submetidos a controle remoto, por sua vez, contaminam outros sistemas, resultando em verdadeiras redes informáticas controladas ilegalmente: as “botnets” (redes-robô).

Segundo Tillman Werner, que pesquisa o fenômeno na Universidade de Bonn, existe uma instância central de comando e controle. “O operador da botnet tem controle sobre os sistemas infectados. Em princípio, é possível fazer o que quiser com eles.” As botnets podem alcançar proporções monstruosas, já tendo sido detectadas redes de até 1,5 milhão de computadores.

Criminosos tecnicamente versados negociam o acesso e o controle ao aparato cibernético ilícito. Em outubro de 2008, após dois anos e meio de operações secretas, o FBI desbaratou o website ilegal Dark Market, prendendo 56 pessoas, inclusive da Alemanha. Especializado no comércio de botnets, ele contava com 2.500 membros registrados.

Técnica simples

O jornalista inglês Misha Glenny explica que não são necessários conhecimentos profundos de computação para fazer uso de uma dessas hordas de zumbis cibernéticos. “É muito simples e rápido. Bastam conhecimentos básicos, de que qualquer jovem de 16 ou 17 anos dispõe.”

Glenny, que há anos investiga a globalização da criminalidade, explica haver sites em todo o mundo que oferecem acesso a botnets e malware. Ele calcula que, dos cerca de 4 mil provedores de internet existentes, entre 20 e 30 aceitam em seus servidores tudo o que dê lucro.

Autor: Matthias von Hein
Revisão: Rodrigo Rimon

*COm informação de Deutsche Welle.

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