Nós e a Gripe A | Por Luiz Carlos Amorim

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E a gripe A, que era branda, com a qual o cidadão brasileiro não precisava se preocupar porque as autoridades sanitárias estavam tomando todas as providências, tudo estava sob controle, está matando as pessoas no nosso país. E não são crianças e velhos que estão morrendo, são adultos saudáveis, na maioria.

Nossas “autoridades” se comportaram, frente à gripe A, como se comportaram frente à crise mundial: não nos atingiria, era só uma “marolinha”.

Pois a marolinha está matando as pessoas. As mesmas pessoas, cidadãos brasileiros, que estão indo aos hospitais e postos de saúde, quanto têm algum sintoma da doença e esperam horas na fila para, se forem atendidos, receberem, via de regra, o diagnóstico de que não é a gripe A. Só internam e dão a medicação para a gripe A se o estado do paciente for grave. Mas se já estiver em estado grave, o paciente estará morrendo, como tem acontecido.

Por que não medicar quando houver suspeita? É preciso estar morrendo para receber medicação? Aí não adianta mais.

O Estado do Paraná divulgou nota, há poucos dias, instruindo que seus médicos e hospitais mediquem os pacientes já quando houver suspeita da doença, e não só os pacientes mais graves. É o que todo o país deveria estar fazendo.

Aqui em Santa Catarina não havia casos de morte até poucos dias atrás e agora instalou-se o medo. Muita gente está correndo para os pontos de atendimento e ficando horas na fila.

Os tais pontos de atendimento, infelizmente, em todo o país, não estão equipados para atender a população, pois não há sequer profissionais suficientes para isso. E os que estão atendendo, muitas vezes não estão qualificados, ao contrário do que se apregoa nas mídias e as pessoas acabam voltando para casa sem atendimento ou sem atendimento apropriado.

Os cuidados de higiene precisam ser tomados, sem sombra de dúvida, sempre, pois eles minimizam o risco de contaminação. Mas há casos em que não podemos evitar de estar em lugares com concentração grande de pessoas, pois precisamos pegar o ônibus, precisamos trabalhar, precisamos ir à escola.

Esta é mais uma ocasião, infelizmente, em que constatamos a precariedade da saúde neste país. Vemos o descaso e a desfaçatez de quem administra o dinheiro público e o gasta acintosamente em favor próprio, enquanto a saúde, a educação e a segurança são deixados em último plano.

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Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.