Miscelânea | Wagner devolve ataques de Geddel. Otto Alencar e a pertinácia ao poder. Royalties do Pré-sal. Dilma perde credibilidade. No PT

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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Wagner devolve ataques de Geddel

No município de Milagres, o governador da Bahia, Jaques Wagner, devolveu os ataques que sofreu do PMDB, em especial do Ministro da Integração, Geddel Vieira Lima. Usando uma linguagem figurativa desferiu vários golpes: “Tem gente que está acostumado a comer em sua casa. Convidado por você. Come em sua mesa. E quando vai para a rua, fala mal da comida que comeu”.

Recorrendo aos valores da família, Wagner lembrou do pai, e citou uma frase dele, “..você passa fome hoje. Come um prato de comida amanhã. Passou a fome. Tenha medo é de passar vergonha. Porque quando um homem ou uma mulher perde a vergonha, não presta mais para nada”.

Na medida em que era aplaudido, falou em ingratidão e deslealdade, “o ingrato, o desleal, aquele que não consegui crescer em oito anos que estava do lado de lá. Que veio a crescer quando encostou na  minha pessoa e no presidente Lula.” Também citou que político que fala mal de outras pessoas é porque não tem argumento.

Wagner é todo sorriso. Demonstrou porque chegou ao governo da Bahia, principalmente por ser capaz de costurar alianças em torno de um projeto de poder/governo. Ao perder o apoio do PMDB, foi em busca de novos aliados e atraiu nomes históricos ligados ao Carlismo e ao pensamento de direita. Minando parte dos apoios que Paulo Souto e Geddel poderiam receber.

Na iminência de perder o apoio do PDT da Bahia, Wagner foi a Brasília e costurou uma aliança com o presidente nacional do partido, o ministro Carlos Lupi. Afastando o deputado federal Severiano Alves, do comando do partido na Bahia.

Mas, como disse certa vez um político: “se para ganhar já está bom. Melhor vai ficar quando tivermos os adversários do nosso lado”. Está semana, conta-se como certo que o presidente da república, Lula, irá conversar pessoalmente com Geddel. E convidá-lo a sair candidato ao senado, na chapa encabeçada por Wagner.

Otto Alencar e a pertinácia ao poder

Otto Roberto Mendonça de Alencar, com formação em medicina, ex-governador da Bahia, e atual conselheiro do TCM, sempre teve seu nome ligado ao pensamento político de direita. Foi ferrenho defensor das forças conservadoras e combatente do pensamento de esquerda, em especial do Partido dos Trabalhadores.

Vem sendo cortejada pelo governo Wagner para concorrer ao senado federal na chapa majoritária petista, por um dos partidos aliados, posivelmente o Partido Progressista. Em recente entrevista, Otto declarou que sua fidelidade era ao Senador Antônio Carlos Magalhães, e que sente falta das conversas que tinha com ele.

Percebe-se claramente que o político Otto Alencar, sente falta realmente é de fazer parte do governo. A ideologia que ele defendeu e defende está clara – permanecer no poder. Pouco a pouco, Jaques Wagner, que foi eleito com o sentimento de mudança. Fica mais parecido com os que ele derrotou. A exemplo de João Leão, Eliana Boaventura, Jairo Carneiro e claro, Otto Alencar, só para citar alguns.

Bom, a menos que o Governador e o próprio Alencar, queiram dizer que ACM era o rei a quem todos deviam obediência. E por falar em rei, resgatei um texto da revista Veja com o sugestivo título: O rei da cocada preta. Quando a reportagem fala nos Intocáveis, cita três nomes. E adivinhem, um deles é o de Otto Alencar. “Comandou o governo da Bahia de abril a dezembro, período em que a Secretaria de Segurança montou a central de grampos clandestinos. Hoje, Otto Alencar é secretário de Indústria e Comércio da Bahia”, cita a reportagem.

Se continuar neste ritmo, é melhor instituirmos o partido único. Assim o cidadão/eleitor não terá que se definir dentro de preceitos ideológicos e pode simplesmente escolher os homens, independente de suas idéias. E antes que apareça um político deformado intelectualmente. Não são poucos, querendo contestar o conceito de ideologia, acho melhor que eles leiam: O que é ideologia, de autoria de Marilena Chauí.

Royalties do Pré-sal

Royalties na definição da ANP é uma compensação financeira devida ao Estado pelas empresas concessionárias produtoras de petróleo e gás natural no território brasileiro. Encontra-se em discussão as compensações financeiras, aos Estados próximos aos pontos de prospecção do Présal.

Qualquer repasse ao Rio de Janeiro, Vitória do Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, será considerado como imoral para com as pessoas que vivem nos demais Estados do país. Pelo simples fato do petróleo encontrar-se sob águas brasileiras controladas pela União. Por conseguinte, o ideal é que o Governo Federal repasse os royalties a todos os Estados da Federação, levando em consideração o critério populacional e mantendo uma reserva para o desenvolvimento de políticas de equilíbrio regional.

Dilma perde credibilidade

Apesar dos esforços do presidente Lula, a candidata a sucessão presidencial, escolhida pelo próprio,Dilma Rousseff, não consegui decolar. Pior, de forma vexatória, ela passou a nítida impressão que mentia à nação no confronto com a funcionária pública Lina Vieira.

Pediram para Dilma submergir. Ou melhor, esconder-se da imprensa. Como se isto fosse resolver o problema. Alias, os conselheiros palacianos devem estar sintonizados com as notícias de outro planeta. Será que eles poderiam responder como pretendem alavancar a candidatura de uma pessoa que se esconde?

O presidente Lula, ao impor no PT, a ministra Rousseff como candidata. Agiu como o falecido Senador Antônio Carlos Magalhães, que impunha o nome de sua escolha ao grupo que liderava. Lula esqueceu-se que uma candidatura é legitimada quando surge dos debates internos no âmbito partidário. Mesmo que isto provoque certo desgaste inicial, o candidato que emerge do processo surge de forma legítima e não imposta.

No PT nem sempre os melhores são os escolhidos

Na grande mídia corre o nome do ex-ministro Antônio Palocci como eventual candidato de Lula, à sucessão presidencial nas eleições de 2010, caso a candidatura de Rousseff continue a naufragar. O plano B de Lula parece tão ruim quanto o original. Palocci foi inocentado no caso de violação de sigilo bancário por falta de provas materiais, não morais.

Os nomes citados com freqüência dentro das correntes internas do Partido dos Trabalhadores e que tem tido uma correta conduta moral na condução de cargos públicos, são: Aloizio Mercadante (Senador por São Paulo), Tarso Genro (Ministro da Justiça), Patrus Ananias (Ministério do Desenvolvimento Social) e Jaques Wagner (Governador da Bahia). Na avaliação dos correligionários, estes políticos têm certa densidade em âmbito nacional. O que levaria o partido a uma discussão sobre o melhor nome para concorrer à presidência da república.

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