Mercadante volta a colocar cargo de líder do PT à disposição

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Enfraquecido depois que a Executiva Nacional do partido determinou que os senadores petistas votassem pelo arquivamento das acusações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o líder da bancada, Aloizio Mercadante (SP), mais uma vez colocou o cargo à disposição. “Meu cargo está à disposição da bancada. Só não quero aprofundar a crise”, reafirmou.

Em entrevista à imprensa convocada para tentar explicar a crise que atinge a bancada – só hoje (19/08/2009) o partido perdeu dois senadores Marina Silva (AC) e Flávio Arns (PR) -, Mercadante discordou publicamente da postura da direção nacional do partido e disse que só permanece à frente da bancada “por solidariedade aos companheiros”. Na ocasião, sete dos agora 11 membros da bancada no Senado estavam presentes.

“A decisão da Executiva Nacional do partido impôs uma disciplina partidária que tenho dúvidas profundas se foi o melhor caminho para a bancada. Seguramente, para o Senado e para bancada não tenha sido”, disse o líder petista.

“Não reivindico continuar como líder, não pleiteio. Só não sou uma pessoa de deixar minha bancada e meu partido em uma situação tão difícil. Nunca fiz isso na história do PT. Tenho 37 anos de militância, 30 anos de PT e sempre atravessei todas as tempestades junto com meu partido e minha militância. Estou aqui hoje por solidariedade à bancada para cumprir o papel e não deixar meus companheiros expostos”, argumentou.

Mercadante responsabilizou Sarney pela crise no Senado e também dentro do PT. “Teríamos que aprofundar as investigações e as reformas. Essa sempre foi a postura da bancada. A crise do Senado, a crise da bancada são de responsabilidade do presidente José Sarney. Ele deveria ter se licenciado como um gesto de grandeza”, argumentou.

Em relação à crítica de seu colega de partido, senador Delcídio Amaral (MS), que o acusou de abandonar os senadores no Conselho de Ética, Mercadante justificou que não poderia conduzir um processo contrário às suas posturas e convicções. “Mantive minha posição em todos os momentos. Disse que não encaminharia posição contrária às minhas convicções. Não acho que os senadores [do PT] votaram por decisão própria. Fizeram constrangidos”, argumentou.

O líder também afirmou que sofreu pressões para substituir os senadores petistas Delcídio e Ideli Salvatti (SC) e evitar o risco de votos contra Sarney. “Não tinha condições de substituir e colocar, inclusive, pessoas de fora da bancada. Prefiro enfrentar essa crise de frente, expondo as divergências da nossa bancada, que são profundas”, afirmou.

“Hoje a senadora Marina Silva deixou o partido e o senador Flávio Arns também anunciou seu desligamento. O preço político é muito grande, o que reforça que o melhor caminho era o da bancada. Minha vontade hoje era de sair da liderança, porque sinto que não consegui enfrentar essa crise com as nossas posições. Coloquei isso em todas as reuniões, inclusive para o presidente Lula”, disse Mercadante.

O arquivamento de todas as 11 acusações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), hoje (19), no Conselho de Ética, com a apoio de senadores do PT, provocou um racha na bancada do partido. Um dos três petistas que votaram a favor do arquivamento das acusações contra Sarney, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) criticou a postura do líder Aloizio Mercadante (SP) e se disse “abandonado” e “desemparado” durante a votação.

Delcídio afirmou que ser governo tem ônus e bônus e a postura dos senadores do PT no conselho foi decidida pela Executiva Nacional. “Política é assim: tem seus ônus e seus bônus. Não venho aqui para o Senado posar de bacana quando sou governo, quando também tenho que defender posições que o partido me orienta e que são importantes para o governo”, argumentou Delcídio.

Outro petista, Flávio Arns (PR), disse que se sentia envergonhado por pertencer ao PT. “Posso dizer que me envergonho de estar no Partido dos Trabalhadores. Quero dizer isso de forma bem clara aos meus eleitores. Infelizmente, me equivoquei, me enganei. Achei que [o partido] fosse algo sério, ético. É uma pena, uma vergonha a forma como os senadores do partido votaram no Conselho de Ética. Peço que esse senadores prestem contas no seus estados para se posicionar dessa maneira”, disse Arns, que pode deixar o partido ainda hoje.

Apesar de evitar falar na saída de Mercadante da liderança do partido no Senado, Delcídio sinalizou que depois do encaminhamento dado pelo líder, hoje, no conselho, a situação está insustentável. “Ele [Mercadante] deveria ter lido a nota e falado aquilo que foi combinado. A nossa posição de sempre foi de analisar os documentos, mas sempre respeitando a posição do partido. Ele não leu [a nota] e depois, quando pediu a palavra, nos deixou desamparados, o que um líder não pode fazer, infelizmente”, disse Delcídio.

Antes da votação do arquivamento das denúncias contra Sarney, o senador João Pedro (PT-AM) leu uma nota enviada pelo presidente da sigla, Ricardo Berzoini. Na carta, o Berzoini afirmava que a posturas dos petistas no colegiado não seria individual, mas partidária e “de cima para baixo”.

“Cumprimos exatamente aquilo que foi acordado. Infelizmente, não foram todos que cumpriram o que acordamos. Fomos para o sacrifício sim, mas estamos de acordo com isso”, reforçou Delcídio.

Outro senador petista, Eduardo Suplicy (SP), disse que poderia ter votado pelo arquivamento das acusações contra Sarney, desde que ele apresentasse sua defesa no conselho. Mas argumentou que seu voto seria conforme sua consciência. Suplicy disse ainda que, de acordo com o Berzoini, a nota era uma orientação. “A nota era uma orientação e não uma determinação e, por isso, publicamente disse que como era expectativa poderíamos votas conforme nossas consciências e convicções.”

Após o arquivamento das ações contra Sarney, Mercadante e a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), saíram do conselho pelos fundos e evitaram falar com a imprensa.

Votação no Conselho de Ética do Senado racha bancada petista 

O arquivamento de todas as 11 acusações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), hoje (19), no Conselho de Ética, com a apoio de senadores do PT, provocou um racha na bancada do partido. Um dos três petistas que votaram a favor do arquivamento das acusações contra Sarney, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) criticou a postura do líder Aloizio Mercadante (SP) e se disse “abandonado” e “desemparado” durante a votação.

Delcídio afirmou que ser governo tem ônus e bônus e a postura dos senadores do PT no conselho foi decidida pela Executiva Nacional. “Política é assim: tem seus ônus e seus bônus. Não venho aqui para o Senado posar de bacana quando sou governo, quando também tenho que defender posições que o partido me orienta e que são importantes para o governo”, argumentou Delcídio.

Outro petista, Flávio Arns (PR), disse que se sentia envergonhado por pertencer ao PT. “Posso dizer que me envergonho de estar no Partido dos Trabalhadores. Quero dizer isso de forma bem clara aos meus eleitores. Infelizmente, me equivoquei, me enganei. Achei que [o partido] fosse algo sério, ético. É uma pena, uma vergonha a forma como os senadores do partido votaram no Conselho de Ética. Peço que esse senadores prestem contas no seus estados para se posicionar dessa maneira”, disse Arns, que pode deixar o partido ainda hoje.

Apesar de evitar falar na saída de Mercadante da liderança do partido no Senado, Delcídio sinalizou que depois do encaminhamento dado pelo líder, hoje, no conselho, a situação está insustentável. “Ele [Mercadante] deveria ter lido a nota e falado aquilo que foi combinado. A nossa posição de sempre foi de analisar os documentos, mas sempre respeitando a posição do partido. Ele não leu [a nota] e depois, quando pediu a palavra, nos deixou desamparados, o que um líder não pode fazer, infelizmente”, disse Delcídio.

Antes da votação do arquivamento das denúncias contra Sarney, o senador João Pedro (PT-AM) leu uma nota enviada pelo presidente da sigla, Ricardo Berzoini. Na carta, o Berzoini afirmava que a posturas dos petistas no colegiado não seria individual, mas partidária e “de cima para baixo”.

“Cumprimos exatamente aquilo que foi acordado. Infelizmente, não foram todos que cumpriram o que acordamos. Fomos para o sacrifício sim, mas estamos de acordo com isso”, reforçou Delcídio.

Outro senador petista, Eduardo Suplicy (SP), disse que poderia ter votado pelo arquivamento das acusações contra Sarney, desde que ele apresentasse sua defesa no conselho. Mas argumentou que seu voto seria conforme sua consciência. Suplicy disse ainda que, de acordo com o Berzoini, a nota era uma orientação. “A nota era uma orientação e não uma determinação e, por isso, publicamente disse que como era expectativa poderíamos votas conforme nossas consciências e convicções.”

Após o arquivamento das ações contra Sarney, Mercadante e a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), saíram do conselho pelos fundos e evitaram falar com a imprensa.

*Com informação da Agência Brasil.

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