Lula critica empresários e diz que Brasil superou crise graças ao consumo e ao governo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar hoje (07/08/2009), o comportamento de empresários que, no fim de 2008, reduziram seus investimentos com medo dos reflexos da crise econômica mundial.

No encerramento do Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Social, Lula destacou a importância dos investimentos sociais para a economia brasileira, e disse que o “pânico” da indústria automobilística teve forte impacto sobre o Produto Interno Bruto (PIB), determinando o mau resultado registrado.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na primeira quinzena de junho, o PIB, que é a soma das riquezas produzidas no país, caiu 0,8% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao quarto trimestre de 2008.

Para o presidente, o resultado só não foi pior graças ao poder de compra de uma maior parcela de brasileiros e a medidas adotadas pelo governo, como a redução de impostos cobrados de carros, motos e produtos da linha branca (geladeiras, tanquinhos e máquinas de lavar).

“Nesta crise econômica, quem sustentou o Brasil foi o consumo da população e o governo. Entre novembro e janeiro, muitos empresários que têm investimentos já contratados deram uma recuada excepcional. O que a indústria automobilística fez foi uma vergonha”, afirmou Lula.

Ele lembrou ter ido à televisão para estimular os brasileiros a continuarem consumindo como forma de manter a economia aquecida e impedir mais demissões “desnecessárias”.

“Em dezembro eu fui para a televisão fazer apologia do consumo. Diziam que o povo não devia comprar porque corria o risco de perder o emprego e não ter como pagar as contas e eu disse, compre porque, se vocês não comprarem, aí, sim, irão perder seus empregos.”

Para o presidente, foram os investimentos de seu governo na área social que, em parte, permitiram aproveitar o crescimento da economia brasileira para reduzir as desigualdades sociais, dando condições ao país de superar a crise.

“A primeira coisa que eu exigi no governo é que coisas para pobres deixassem de ser vistas como gastos. Porque é engraçado. Se você pega R$ 2 bilhões e empresta para uma empresa, isso é investimento. Agora, se você pega 50 centavos e dá a um pobre, isso é gasto. Isso, hoje, mudou e, se alguém do governo disser que isso é gasto, tem que pedir desculpas, pois isso é o tipo de investimento que fez com que a economia brasileira crescesse”.

 *Com informação da Agência Brasil.

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