Jovens estão perdendo fé na escola e no trabalho, diz Cepal

Artigo divulgado pela Cepal diz que jovens da América Latina que moram em regiões pobres estão desacreditando no poder da escola e do trabalho como fontes de melhores condições de vida; nas favelas do Rio de Janeiro, exemplos de irmãos e amigos desempregados fazem jovens perderem a fé na escola.

  Um artigo divulgado pela Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe, Cepal, revelou que os jovens latino-americanos que moram em regiões pobres estão cada vez mais descrentes em relação à escola e ao trabalho como desencadeadores da mobilização social.

O texto, escrito pelo professor e pesquisador do Centro de Pesquisas e Estudos Avançados em Antropologia Social do México, Gonzalo Saraví, foi publicado no boletim da Cepal na última semana.

Inclusão social

O autor afirma que um crescente número de jovens acham a escola incapaz de lhes garantir melhores condições de vida. O ponto de vista é o mesmo em relação ao mercado de trabalho.

No estudo feito pelo pesquisador nas favelas do Rio de Janeiro, jovens disseram não acreditar muito na educação por constatarem que mesmo seus amigos e irmãos que passaram mais anos estudando estão desempregados.

Saraví acredita que essa crise em relação à importância da escola e do trabalho leva os jovens a praticarem atividades ilegais, além de terem dificuldade de adaptação, tornando o dilema da criação de políticas públicas ainda mais complexo e urgente.

ONGs nas favelas

No Rio de Janeiro, uma das ONGs atuantes nas favelas, a Central Única das Favelas, Cufa, oferece dez tipos variados de cursos, de leitura à formação audiovisual, com o objetivo de formar pessoal e profissionalmente esses jovens.

A coordenadora social da Cufa do Rio de Janeiro, Flávia Caetano, falou à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, sobre a atuação da ONG na cidade:

“Nós utilizamos a cultura hip hop como ferramenta para que nós possamos realizar a formação de crianças e jovens, seja no viés cultural, educacional ou esportivo”, conta Flávia.

Segundo a coordenadora social da Cufa, a ONG atende atualmente, só no Rio de Janeiro, cerca de 700 jovens e crianças. A Cufa atua em todos os Estados do Brasil.

*Com informação da Rádio ONU em Nova York.

Redação do Jornal Grande Bahia
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