Jodilton Souza: exemplo de gestão e sucesso no futebol

Logomarca do Jornal Grande Bahia.
Logomarca do Jornal Grande Bahia.
Jodilton Souza.
Jodilton Souza.

Nos últimos quatro anos, o empresário Jodilton Souza marcou o seu nome na história do futebol de Feira de Santana. Como dirigente do Feirense, colocou a equipe na primeira divisão do Campeonato Baiano. Através de uma parceria firmada entre a sua empresa EJE e o Fluminense de Feira, o Touro terminou o último Campeonato Baiano na terceira colocação, garantindo vaga na Série D do Campeonato Brasileiro.

No mês passado, o dirigente comemorou mais uma conquista: o acesso do Bahia de Feira a primeira divisão do Campeonato Baiano. Ele atribue todo esse êxito a credibilidade mantida perante os profissionais que o cercam. O empresário também mostra-se atento às novas premissas na gestão do futebol mundial, mas frisa que preservar valores inerentes a uma boa relação humana, é imprescindível em qualquer empreitada.

“Você tem que buscar na vida, e em todos os segmentos, ter credibilidade. A credibilidade você só conquista quando é uma pessoa correta. Aquela pessoa que promete e cumpre. E isso nós implantamos desde o Feirense. Os jogadores tinham total confiança em nós. E isso foi mantido. O que no futebol de hoje é muito difícil”, compara Jodilton.

O dirigente orgulha-se da relação de confiança mantida com os atletas. “Quando terminamos o campeonato com o Bahia de Feira, todos atletas nos procuraram e falaram que não queriam sair. Até jogadores que tinham ligações com Vitória da Conquista, Colo-Colo e Itabuna. Nós criamos uma relação de afetividade muito grande com os atletas. Todos os problemas que cada um tinha individualmente nós tentávamos resolver. E isso vai dando aquela afeição e sentimento de comprometimento”.

QUESTÃO FINANCEIRA

O empresário observa que o equilíbrio financeiro também é fundamental para o sucesso de um time de futebol. “Porque se você não tiver o dinheiro para ingetar, para pagar os compromissos e te dar condição de trabalho, você não consegue. Até porque o jogador se desmotiva, não se prepara bem fisicamente”, observa. Ele também demonstra uma visão de gestão diferenciada no âmbito do futebol brasileiro em geral.

“E o modelo que a gente vai implantar no Bahia de Feira vai ser um modelo europeu. Já fechamos um contrato com o nosso treinador de três anos. Se você está com um time que não está ganhando não é o treinador, às vezes é o plantel que não está correspondendo. E a gente vai ter que contratar, que reforçar”. Outro aspecto diferenciado no Bahia de Feira será o rodízio de atletas.

“Nós temos uma idéia de montar um plantel com 25 atletas onde não tenha titular. Cada jogo a gente faz um rodízio. Porque aí você forma um plantel de qualidade e gera negócios. E eu tenho certeza que esse é um modelo que tende a dar certo. Se na Europa funciona com grandes equipes como Liverpol, Barcelona, Real Madrid, porque a gente não pode copiar o que é bom, o que é positivo? E isso a gente vai tentar fazer”, salienta.

Feirense, Fluminense e Bahia de Feira: etapas de um projeto vitorioso

Há quatro anos o empresário Jodilton Souza iniciou o projeto de construir um time de futebol em Feira de Santana. O objetivo principal era criar um campo de estágio para os cursos de saúde da Faculdade Nobre. E a primeira oportunidade surgiu com o Independente, que posteriormente passou a se chamar Feirense Futebol Clube.

“Quando eu estava nesse processo de montar estatuto, montar essa equipe para registrar na Federação (Baiana de Futebol), o Elmano Portugal, que é um amigo há mais de 30 anos, me procurou, após ter sido contactado por Dilson Gamela, que tinha um projeto de futebol e que poderia encaixar nessa idéia minha. E a gente acabou fazendo essa sociedade e disputamos o acesso pelo Independente, que hoje é o Feirense. E conseguimos colocar o time na primeira divisão”, lembra Jodilton.

Entretanto, após a ascenção, houve divergências internas. “Acabou a coisa não funcionando como deveria, e nós nos afastamos. Após esse afastamento, o Everton (Cerqueira) nos procurou e pediu para a gente fazer uma parceria com o Fluminense de Feira. Aceitamos a idéia, o Elmano ficou como presidente do clube, montamos a EJE, empresa que fez aquele contrato de parceria”, explicou.

A frente do Flu, Jodilton e Elmano conseguiram recolocar a equipe na posição de terceira força do futebol no estado, mas questões internas acabaram atrapalhando o projeto que vinha sendo desenvolvido. “nesse período a gente viu que era muito complicado administrar o Fluminense por uma série de situações. Questões tributárias atrasadas, questões trabalhistas, com as rendas penhoradas, questões do conselho dividido, e são uma série de fatores”.

Quando surgiu a oportunidade de adquirir o Bahia de Feira, Jodilton não hesitou. “Nesse intervalo que eu estava no Fluminense, o Wilson Passos que tem um conhecimento do Bahia de Feira me colocou que o time era uma instituição limitada e que o pessoal tinha o interesse de vender. E foi ai que o Grupo Nobre entrou com a compra das ações do Bahia de Feira. Nós aguardamos terminar o baiano, nos afastamos do Fluminense e eu fui tocar o meu projeto dentro da minha faculdade”, ressaltou

*Com informação do site: ofutebol.com.br

Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 111111 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]