Frustração generalizada | Por Lúcio Vieira Lima

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Li com atenção os trechos que a imprensa publicou do discurso de despedida do ex-secretário da Educação do Estado, o educador petista Adeum Sauer, que acaba de ser exonerado do governo do PT. O ex-secretário disse, sem maiores subterfúgios, que não teve as condições para fazer o que gostaria de ter feito pela educação na Bahia devido a “empecilhos encontrados no caminho, herdados ou não, que persistem no atual governo”.

Como peemedebista, não posso deixar de me sentir solidário com o ex-secretário da Educação. Conheço bem as dificuldades que ele enfrentou. Assim como aconteceu com o petista puro sangue Adeum Sauer – que deve ter entrado no governo também com sonhos de mudança -, a mesma frustração ocorreu com o PMDB, que pretendia fazer muito mais do que efetivamente fez nas áreas de governo que ocupou até a semana passada, as Secretarias da Infraestrutura e da Indústria e Comércio.

Fora Chico Bento, os problemas enfrentados pelo petista Adeum foram os mesmos dos peemedebistas Batista Neves e Rafael Amoedo: a escassa autonomia financeira, a falta de articulação entre os diversos setores do governo para solucionar problemas comuns e, lamentavelmente, o ouvido de mercador que o governador sempre fez às demandas que lhes eram encaminhadas.

Sabe-se hoje que também o petista Geraldo Simões enfrentou problemas semelhantes quando foi secretário da Agricultura do atual governo, bem como os enfrenta hoje, em silêncio, o secretário César Nunes, da Segurança Pública, que só veio a conseguir alguns equipamentos básicos, como coletes à prova de bala, depois que a porta já estava arrombada e a PM iniciou uma greve branca apelidada de Polícia Legal. Mas, ao contrário dos petistas, que só saíram tirados, o PMDB mostrou desambição a cargos e verdadeira vontade de trabalhar pela transformação da Bahia, quando apresentou ao governador um documento crítico mostrando as dificuldades enfrentadas e as soluções possíveis.

Voltando ao ex-secretário da Educação, ficaram sem resposta as palavras do seu discurso de despedida. Assim como também ficou sem resposta o documento entregue, em mãos, ao governador pelo PMDB da Bahia. O documento representava uma contribuição, mas não mereceu do governador sequer comentário.

São atitudes como essa que têm levado ao descrédito o projeto de mudança que conduziu Jaques Wagner ao Palácio de Ondina. A rigor, essa inapetência para governar e a gestão que dela resulta é que representam uma verdadeira traição à confiança depositada pelo povo da Bahia, que acreditou no seu discurso de mudança. É por isso que a população da Bahia busca o caminho do trabalho e isso tem se refletido na manifestação das bases do PMDB, que já optou pelo fim da aliança com o PT baiano e pela candidatura do ministro Geddel Vieira Lima em 2010. Esta sim representa uma esperança para a Bahia.

*Por Lúcio Vieira Lima | Presidente do PMDB-BA .

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