Cachoeira debate Educação Patrimonial até dia 25

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Conhecer, examinar, diagnosticar patologias e prescrever tratamentos. Até parece consultório médico, mas, os pacientes não são seres humanos e, sim, papéis. Essas são, apenas, algumas das muitas etapas de uma ‘Oficina de Conservação em Papel’ que o IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural) realiza, através do seu ‘Programa de Educação Patrimonial’ (PEP), no Estado da Bahia.

Desde 2007, mais de 30 municípios já receberam os técnicos do IPAC para atividades que abordam vistorias, orientações, restauração de bens culturais, ações educativas e de conscientização pela preservação do patrimônio cultural, sejam eles imateriais, como as manifestações populares – festas religiosas -, ou materiais, como edificações de importância arquitetônico-histórica, documentos antigos, quadros, imagens sacras ou monumentos.

Andaraí, Seabra, Ituberá, Caetité, Jacobina, Senhor do Bonfim e Morro do Chapéu já foram visitadas pelo PEP/IPAC. São Félix e Cachoeira, a cerca de 100 km de Salvador, municípios do Recôncavo baiano e da bacia hidrográfica do Rio Paraguaçu, são os mais recentes a receber essas ações, já que sediam até 25 de agosto (2009) o PEP/IPAC que congrega, além das oficinas de papel, exposições, cursos e pesquisas para registro de bens culturais.

Segundo o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, essas ações são fundamentais em todos os municípios, mas, principalmente, em cidades que recebem grandes aportes de recursos para a restauração de seus patrimônios. “A preservação do que já foi restaurado só é possível se a sociedade civil entende a importância do patrimônio e assume, juntamente com os poderes públicos, essa responsabilidade”, alerta Mendonça.

Cachoeira, cujo centro é ‘Patrimônio Nacional’ pelo Iphan/MinC é a cidade brasileira que mais recebe recursos do Programa Monumenta, que tem recursos dos governos estadual e federal, e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento. “Cerca de R$ 36 milhões estão sendo investidos nas duas cidades com a restauração de 80 imóveis e monumentos”, diz Mendonça. A sede da Universidade Federal do Recôncavo, as orlas das cidades, a Ordem do Carmo, igrejas N.S. do Rosário, Monte e Rosarinho, capela da Ajuda, casa de Ana Nery, fórum e arquivo público, são algumas da obras. São Félix e Cachoeira serão beneficiadas, ainda, com dossiê do IPAC, em parceria com Ufba e Ufrb, para a candidatura do ‘Itinerário Cultural do Rio Paraguaçu’ como ‘Patrimônio da Humanidade’ pela UNESCO e com o registro da ‘Festa da Boa Morte’ pelo Estado.

“O patrimônio é de todos e cada um de nós deve preservá-lo”, comenta a educadora Ednalva Queiroz, da Coordenação de Educação Patrimonial do IPAC e responsável pelos cursos desenvolvidos até dia 25 (agosto) nas duas cidades. Para ela, o trabalho possibilita formação de multiplicadores e envolve as comunidades. As oficinas acontecem na Casa de Cultura Américo Simas, com apoio da Prefeitura de São Félix, possibilitando interação entre população, lideranças e e

Fonte: Assessoria de Comunicação – IPAC

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