Brasil é representado por 42 atletas no Campeonato Mundial de Atletismo

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A maioria dos atletas chega a Berlim de outros centros de treinamento na Europa, em países como Itália, Espanha, Suíça, Reino Unido e Alemanha. Nos dias que antecedem a competição, a ordem é descansar e se concentrar.

  Concentração, descanso e treinos leves. É essa a receita seguida pela maioria dos atletas e treinadores da equipe brasileira de atletismo que está em Berlim. Entre os dias 15 e 23 de agosto, a cidade sedia o 12º Campeonato Mundial de Atletismo da IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo, na sigla em inglês), que integra mais de 2 mil atletas de 202 nacionalidades.

O Brasil tem 21 representantes do sexo masculino e 21 do feminino, com esperança de medalhas também equilibradas entre homens e mulheres. Maurren Maggi e Fabiana Murer são os maiores destaques entre as mulheres, enquanto Jadel Gregório e Marilson dos Santos são os mais bem cotados para o pódio entre os homens.

Maurren foi campeã olímpica do salto em distância em 2008. Fabiana Murer tem a segunda melhor marca deste ano no salto com vara (4,82 m), atrás apenas da estrela russa Yelena Isinbayeva. Jadel conquistou a prata no salto triplo na edição anterior do Mundial, em 2007, em Osaka. Marilson, bicampeão da Corrida de São Silvestre (15 km) e da Maratona de Nova York, é um dos favoritos na maratona.

Campings de treinamento

Os quatro destaques chegam a Berlim depois de um período de treinamento intenso em outros países europeus. Antes de viajarem à Alemanha, Fabiana e Maurren passaram semanas treinando nas cidades italiana Formia e espanhola Madri, respectivamente. Jadel preferiu se preparar com o treinador inglês Peter Stanley na cidade de Gateshead, Reino Unido, onde vive atualmente.

O corredor Marilson, que deve se juntar aos demais atletas em Berlim apenas no terceiro dia do Mundial, está acompanhado de outros maratonistas e de um marchador na cidade de St. Moritz, na Suíça, onde os atletas fazem treinos específicos em maior altitude.

Segundo o treinador-chefe da delegação do Brasil, Ricardo D’Angelo, oscampings de treinamento vêm sendo implantados pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) desde 2004. Entre os 42 representantes brasileiros no Mundial de 2009, 27 participaram pelo menos do campingde preparação direta para a competição, em Königs Wusterhausen, cidade próxima da capital alemã. Ali, os esportistas puderam dar seguimento à preparação física enquanto se adaptavam ao clima e ao fuso horário na Alemanha.

“O investimento no atletismo nunca foi tão grande no Brasil e os atletas nunca estiveram tão bem”, comentou o treinador Elson de Souza na véspera da estreia de sua pupila, Fabiana Murer, no Mundial. Para a saltadora, o resultado dos treinos na Itália é um dos fatores que a ajudaram a melhorar suas marcas. “Estou progredindo e nunca estive em melhor forma”, contou a brasileira.

Ansiedade

Concentração e ansiedade se misturam no Estrel Hotel, onde os atletas brasileiros e de outras nacionalidades estão hospedados. As medidas de precaução, a distância do centro e as dificuldades para se entender o idioma alemão são fatores que levam os esportistas a passarem grande parte dos dias confinados. Por um lado, a concentração favorece o descanso e evita contratempos, mas, por outro, também pode aumentar a ansiedade, da qual nem os mais experientes escapam.

O gaúcho Fabiano Peçanha, que corre os 800m pela terceira vez no Campeonato Mundial da IAAF, é um exemplo disso. “Agora ainda consigo dormir tranquilo, mas quando faltam três ou dois dias para a minha prova, fica passando pela minha cabeça em que raia vou correr, que horas, com quem, e já começo a sentir a adrenalina”, confessou o atleta cinco dias antes da sua estreia no campeonato.

Até hoje, os brasileiros já conquistaram 10 medalhas em campeonatos mundiais, mas todas de prata e de bronze. Na véspera do atual evento, o treinador-chefe Ricardo D’Angelo evitou especulações, mas se mostrou otimista: “As equipes do Mundial deste ano e das Olimpíadas do ano passado são parecidas e, portanto, as expectativas também são parecidas”, disse. Vale lembrar que, nas Olimpíadas de Pequim, a saltadora Maurren Maggi foi a primeira brasileira a subir ao lugar mais alto do pódio em uma Olimpíada.

*Com informação de Deutsche Welle.

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