A 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida

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Juarez Duarte Bomfim
Juarez Duarte Bomfim

Essa Marcha da Cidadania pela Vida reafirma o direito à vida do nascituro (feto) e alerta a sociedade brasileira contra as tentativas de legalizar o aborto no nosso país.

A 3ª Marcha Nacional da Cidadania Pela Vida, Brasil sem Aborto, acontecerá de 30 de agosto, domingo, às 15h, na Esplanada dos Ministérios, Brasília.

Apoiada por diversas instituições da sociedade civil brasileira, com destaque para a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), essa Marcha da Cidadania pela Vida reafirma o direito à vida do nascituro (feto) e alerta a sociedade brasileira contra as tentativas de legalizar o aborto no nosso país. “O movimento é da sociedade e parte do princípio que a vida humana tem início na fecundação”, diz Jaime Ferreira, um dos organizadores do evento.

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) é uma das entidades que divulga a marcha do próximo domingo. Para o padre Luiz Antônio Bento, o evento irá focar “na beleza da vida e não só na questão do aborto”. Um dos enfoques será o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade de mães de fetos anencéfalos terem a permissão para fazer aborto (FSP,26/08/2009).

Assistam vídeo da cantora Elba Ramalho convidando para a 3ª Marcha Nacional da Cidadania Pela Vida:http://www.youtube.com/watch?v=sNHi2nAczGc

Leiam artigo do Deputado Luiz Bassuma sobre o aborto.

Pesquisa com embriões e aborto

O voto do Ministro Carlos Brito proferido ao afirmar a constitucionalidade da lei que autoriza a pesquisa com célula-tronco embrionária tem conseqüência direta sobre a legalização do aborto no Brasil.

A grande maioria do povo brasileiro é favorável à pesquisa com embriões humanos porque desconhece o aspecto mais importante que tem sido deliberadamente ignorado pela grande mídia. Há mais de 10 anos são realizadas estas pesquisas em muitos países, mas sem nenhum resultado positivo até agora. Em novembro de 2007, os cientistas James Thomson e Yamanaka publicaram seus excelentes trabalhos com células adultas, abrindo um campo formidável para se avançar na cura de todas as doenças degenerativas com dupla vantagem:

Primeiro, não necessita manipular e matar a vida humana embrionária e, segundo, como as células adultas são do próprio paciente não correm o risco de rejeição pelo corpo.

Ninguém pode ser contra o avanço da ciência em todos os campos e, muito menos, quando estes avanços visam a cura de doenças graves e crônicas. Mas, também não se pode relegar para segundo plano a questão da ética. A humanidade superou depois de muitas experiências amargas a perigosa premissa de que “os fins justificam os meios”.

Há 17 anos se tenta legalizar o aborto no Congresso Nacional. Em 2005, quando organizamos a Frente Parlamentar em Defesa da Vida, que reúne hoje 220 parlamentares, enfrentamos o momento mais crítico na Comissão de Seguridade social e Família da Câmara dos Deputados, ao vencermos por apenas UM VOTO, numa sessão histórica que durou mais de 04 horas.

Caso prevaleça no Supremo Tribunal Federal (STF), a visão do relator que entende que o Artigo 5º da nossa constituição garante a inviolabilidade do direito à vida apenas ao ser humano já nascido torna, por exemplo, automaticamente inconstitucional um projeto de lei de minha autoria que tramita no Congresso Nacional proibindo a utilização da chamada “pílula do dia seguinte”. Este recurso já empregado pelo Ministério da Saúde, além de ser uma verdadeira bomba de hormônios, é abortiva, porque mata o Zigoto (óvulo já fecundado), impedindo sua fixação no útero materno.

Diz o Ministro em seu voto que a nossa constituição faz um “silêncio de morte sobre a origem da vida”.

A constituição foi votada em 1988, numa época em que os argumentos favoráveis à compreensão de que a vida humana tem origem no momento mágico da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, eram essencialmente religiosos. Os avanços extraordinários da Embriologia e da Genética nos últimos 10 anos que culminaram em 2003, na decifração do código genético humano, o DNA, vem aceleradamente a cada dia, desmontando todas as teorias materialistas, pois a mulher grávida possui em seu corpo apenas UMA célula com DNA diferente de todas as outras bilhões de células, tratando-se de um novo ser humano que conservará este mesmo DNA em todas as suas células até o esgotamento material de suas energias vitais no fenômeno da morte.

Portanto se a constituição fosse votada hoje não tenho dúvidas que o artigo 5º teria uma redação modificada garantindo explicitamente a inviolabilidade do “direito à vida desde a fecundação” porque além da base religiosa, ética e filosófica – é a ciência que está convergindo, dia após dia, para esta visão de mundo.

Um mundo paradoxal onde riquezas abundantes convivem lado a lado à miséria extrema desafiando todas as teorias econômicas.

Um mundo que manifesta indignação ao terrorismo, às guerras e à violência urbana, mas que aceita conviver com 50 milhões de crianças assassinadas pelo aborto, um verdadeiro holocausto silencioso.

Luiz Bassuma
Deputado Federal
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – contra o aborto

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Sobre Juarez Duarte Bomfim 758 Artigos
Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem trabalhos publicados no campo da Sociologia, Ciência Política, Teoria das Organizações e Geografia Humana. Diversas outras publicações também sobre religiosidade e espiritualidade. Suas aventuras poético-literárias são divulgadas no Blog abrigado no Jornal Grande Bahia. E-mail para contato: juarezbomfim@uol.com.br.