Seminário vai planejar ações que fortaleçam a política de Educação Profissional na Bahia

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Discutir e planejar ações que fortaleçam a participação, o acompanhamento e o controle social da Política Pública Estadual de Educação Profissional na Bahia. Este é o propósito do I Seminário Educação Profissional e Movimentos Sociais que será realizado nos dias nove e dez de julho, das 8h30 às 17h30, na Pousada Central, em Feira de Santana. O evento abre espaço ainda para que haja uma troca a partir das experiências da política pública de educação profissional implementada pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) e das ações desenvolvidas na área pelos movimentos sociais.

Nestes dois dias, uma ampla programação será desenvolvida para possibilitar esse intercâmbio e fomentar um debate sobre as diretrizes da Educação Profissional na Bahia. As discussões envolverão educadores da rede pública e representantes de movimentos sociais dos mais diversos segmentos. Para o superintendente de Educação Profissional da SEC, Almerico Lima, em um governo que tem como marco o diálogo com a sociedade na construção de políticas públicas, nada mais justo do que fomentar a discussão no terreno da educação profissional.

Almerico Lima destaca que foi assim que ocorreu com o PPA Participativo, com a Conferência Estadual da Educação e que, não poderia ser diferente, neste momento em que se instala uma Política de Educação Profissional na Bahia. Entre os passos dados no segmento que concretiza essa filosofia do governo estão os seminários Educação Profissional e Desenvolvimento Sustentável, que está acontecendo em dez territórios de Identidade. Outra iniciativa é os dos Centros Estaduais e Territoriais de Educação Profissional, que nasceram com um formato diferenciado, incluindo, além da comunidade escolar tradicional (alunos, pais, professores e funcionários), representantes de prefeituras, empresários, trabalhadores e movimentos sociais.

Contribuição

A expectativa é que os movimentos sociais contribuam com a Educação Profissional de várias maneiras. Primeiramente, garantindo a participação ativa no controle social das políticas públicas. Os movimentos sociais também poderão colaborar para as definições de cursos, conteúdos e metodologias das unidades escolares, além do controle sobre os recursos de investimentos e custeio. Os movimentos sociais poderão ainda, contribuir a partir de suas experiências concretas, utilizando-as para atualizar e enriquecer as práticas pedagógicas da escola pública com elementos da realidade dos territórios.

“Os movimentos sociais conhecem bem a realidade de onde moram, as demandas relacionadas a desenvolvimento, trabalho e educação e podem contribuir muito com a educação profissional da Bahia. Por isso, temos grandes expectativas com esse seminário para a elaboração de diretrizes nesse sentido”, avalia o superintendente da Educação Profissional. Ele destaca ainda a importância de que a política de Educação Profissional na Bahia já nasça com a participação social e que essas diretrizes sejam construídas pelos próprios movimentos, ressaltando a disposição do governo em dialogar com a sociedade. “Há muito do que aprender com os movimentos sociais”, pontua, acrescentando que, historicamente, os movimentos sociais têm dado contribuições valiosas para a formulação de políticas publica na educação profissional.

Exemplos

O superintendente da Educação Profissional cita entre os exemplos, o programa Integrar, da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que foi implantado em várias cidades baianas e acabou sendo referência para a construção do ProJovem Nacional e do Trilha, na Bahia. Citou também as experiências do Projeto Semear, da Federação de Trabalhadores da Agricultura Familiar e o Trabalho Doméstico Cidadão, da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, além de ações de educação profissional conduzidas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, pelas Escolas Família Agrícola e pelo Instituto Steve Biko.

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