Raça e etnia – Cultura e identidade | Definições da UNICEF

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Raça e etnia

O Brasil possui uma riquíssima diversidade étnico-racial e lingüística, uma das maiores no mundo. Os brasileiros indígenas somam cerca de 400 mil pessoas vivendo em mais de 3 mil aldeias, pertencentes a 225 etnias e falando 180 diferentes línguas. Os brasileiros afro-descendentes constituem a segunda maior população negra do mundo (atrás somente da Nigéria): são 87,3 milhões de pessoas correspondendo a 48% dos habitantes do País.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2006, o total de crianças e adolescentes negros e indígenas soma 51% das crianças no Brasil, ou seja, cerca de 31 milhões de brasileiros com menos de 18 anos. Eles são a  maioria da população brasileira com menos de 18 anos, mas são também a parcela da população mais vulnerável. Para se ter uma idéia, 50% das crianças e dos adolescentes, no Brasil, são pobres, no entanto, quando se analisa esse dado por raça/cor, meninas e meninos pertencentes aos grupos indígenas e negros são os mais pobres entre os pobres – 63% e 62% respectivamente.

É preciso assegurar que cada criança e cada adolescente, sejam elas negras, indígenas ou brancas, tenham seus direitos garantidos, protegidos e respeitados, igualmente, em todas as políticas públicas. Essas políticas devem tomar em conta os valores das identidades culturais e os conhecimentos tradicionais. O UNICEF acredita que somente vivendo e convivendo com a pluralidade que se constrói um efetivo conceito e igualdade para nossas crianças.

Para promover a igualdade racial no Brasil, o UNICEF atua com o intuito de:
• Estimular o desenvolvimento de políticas públicas mais eqüitativas para a infância e adolescência;
• Desconstruir os estereótipos nos meios de comunicação e no imaginário popular ligados às populações negra e indígena;
• Promover o direito de cada criança e cada adolescente valorizar sua identidade e manter sua auto-estima elevada;
• Promover a igualdade de oportunidade

Cultura e identidade

As manifestações culturais de negros e indígenas são parte importante na afirmação das identidades étnicas e da tradição. São manifestações que celebram a vida, a morte; que apresentam hábitos artístico, culturais e espirituais. Além disso, a diversidade das culturas, das diferentes visões de mundo e dos diversos modos de viver o cotidiano é um riquíssimo patrimônio da cultura brasileira – já reconhecida em todo o mundo.

A identidade étnico-cultural, portanto, é responsável por estabelecer as bases de como a pessoa interage com o mundo, com a natureza, com a sociedade, entre muitas outras coisas. Esses são alicerces para toda a vida e que começam a ser construídos já nos primeiros anos da criança a partir do convívio com familiares, com os mais velhos, nas escolas, nas comunidades ou nas aldeias onde vive.

Valorizar as identidades e a cultura negra e indígena tem se apresentado como um caminho para assegurar, para as novas gerações, a noção de pertencimento local ou regional, o aumento da auto-estima, a valorização da tradição e a resistência para manter viva a identidade, a preservação e o desenvolvimento regional.

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