Governo de Paulo Souto deixou dívida de R$ 205 milhões na saúde | Por Emiliano José

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Paulo Souto (DEM), ex-governador da Bahia Paulo Souto (DEM), ex-governador da Bahia de 1995 a 1998 e de 2003 a 2007.
Paulo Souto (DEM), ex-governador da Bahia Paulo Souto (DEM), ex-governador da Bahia de 1995 a 1998 e de 2003 a 2007.
Paulo Souto (DEM), ex-governador da Bahia Paulo Souto (DEM), ex-governador da Bahia de 1995 a 1998 e de 2003 a 2007.
Paulo Souto (DEM), ex-governador da Bahia Paulo Souto (DEM), ex-governador da Bahia de 1995 a 1998 e de 2003 a 2007.

O Governo da Bahia, na ultima gestão de Paulo Souto, deixou uma dívida de mais de 205 milhões de reais. Deste total mais de 15 milhões referentes a repasses para o SAMU. Deixou de aplicar quase 5 milhões em ações de combate a dengue que deveriam ter sido feitas com recursos do Governo do Estado. Da dívida deixada por Paulo Souto na área da saúde quase 72 milhões não tinham sido contabilizados por sua gestão. Mais de 17 milhões foram relativos a convênios assinados em 2006 às vésperas do processo eleitoral com municípios baianos e que não foram pagos. Ainda no primeiro ano de Governo Wagner foram pagos quase 80% da dívida deixada.

No ano de 2006 Paulo Souto aplicou apenas R$ 4.418,00 de recursos do Tesouro Estadual para aquisição de medicamentos básicos quando a obrigação do Estado deveria ser aplicar recursos superiores a 13 milhões. Em 2007, o Governador Wagner investiu mais de 13,5 milhões e em 2008 mais de 21 milhões de reais na compra de medicamentos da Farmácia Básica para os 417 municípios baianos. Cabe ressaltar que no Governo Wagner a lista de medicamentos básicos dobrou a quantidade de itens incorporando medicamentos que antes não eram adquiridos.

É por isso que em 2006 em todos os municípios havia reclamação sobre a falta de medicamentos e hoje o almoxarifado central do Estado está com estoque sobrando de medicamentos e cobrando que os municípios resgatem esses medicamentos. O Governo Wagner tem mais de 2 milhões de reais em medicamentos básicos armazenados, destinados à Prefeitura de Salvador e aguardando serem retirados e distribuir para a população nos postos de saúde.

Além disso, o Governo criou o Programa Medicamento em Casa que está levando em casa para milhares de baianos medicamentos para controle de hipertensão e diabetes e métodos para planejamento familiar em parceria com os Correios.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o grande feito de Paulo Souto na Saúde foi, sem sombra de dúvidas, ter fechado a BAHIAFARMA. A Bahia tinha uma das maiores fábricas públicas de medicamentos, que produzia, entre outros itens a maior parte dos medicamentos para tratamento de tuberculose no Brasil.

Fechando a fábrica, o governo anterior deixou os equipamentos como presente de grego para a Universidade Estadual de Feira de Santana. Até hoje esta universidade paga aluguel de um galpão para guardar o espólio da BAHIAFARMA — um conjunto de equipamentos que ficaram obsoletos e dando despesa desnecessária a esta universidade estadual. O Governo Wagner está recriando a BAHIAFARMA. A lei já foi aprovada, o prédio onde funcionará a produção está em fase avançada e já foram firmadas parcerias para transferência de tecnologia da FARMANGUINHOS/FIOCRUZ, fábrica do Ministério da Saúde, para a Bahia poder voltar a produzir medicamentos.

*Emiliano José, professor aposentado da Faculdade de Comunicação (FACOM) da Universidade Federal da Bahia (UFBA. Em 1999, defendeu a tese “A Constituição de 1988, as reformas e o jornalismo de campanha”, tornando-se doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas. Começou a carreira jornalística na Tribuna da Bahia, passou pelo Jornal da Bahia, O Estado de S. Paulo, O Globo, e pelas revistas Afinal e Visão. Foi um ativo integrante da imprensa alternativa nos tempos da ditadura.

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