Parlamentar garante: dinheiro para a saúde existe, se Wagner não aplica é problema de gestão

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Uma nova representação foi encaminhada pelo líder da oposição na  Assembléia Legislativa, deputado Heraldo Rocha (DEM),  ao Ministério Público do Estado, para que seja investigado o caos na Saúde Pública estadual. Segundo denuncia o parlamentar, na Bahia, a saúde coletiva está em péssimo estado. A dengue cresceu 200% em relação ao mesmo período de 2008; idosos estão morrendo nas macas de hospitais por falta de vagas; pacientes esperam mais de quatro horas nas emergências para serem atendidos. “Já existem placas nas emergências informando que os pacientes vão ter que esperar mais de cinco horas para conseguir atendimento. Se isso ocorre na capital, onde a rede é considerada mais bem estruturada, imagine no interior”, observa Rocha.

Para o parlamentar baiano,  saúde da população é coisa para ser tratada com seriedade. “As coisas quando aqui acontecem, ocorre de forma  muito lenta, Enquanto a propaganda alardeia uma situação que está longe de ser real. É o caso, por exemplo, do Hospital de Santo Antônio de Jesus que, na propaganda, está pronto, mas o processo licitatório de terceirização do hospital ainda está se iniciando e isso poderá se prolongar por meses a fio para que venha a ser  concluído. Nesse ínterim como fica a população? O mesmo acontece com o Hospital de Juazeiro que, depois de quase três anos, o governo anuncia a inauguração para o dia 15 de julho, segundo o site da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Em Salvador, o Hospital do Subúrbio, promessa de campanha do atual governo, sequer saiu do chão, enquanto o governo anuncia sua inauguração para 2010, ano eleitoral. Vamos aguardar para ver”, enfatiza o parlamentar.

De acordo com rocha, durante a campanha eleitoral, o governador Jaques Wagner fez várias promessas de melhorias no setor. “Esperava-se que, como a saúde era considerada área prioritária, o governo não se limitasse a aplicar os limites constitucionais de apenas 12% da Receita Corrente Líquida e avançasse bem mais. O governo Wagner se limita apenas a cumprir a lei, ao investir 12,71% em 2007 e 12,84 em 2008. Todos sabem que existem recursos com vinculação constitucional nos orçamentos federal e estadual. Se não está sendo aplicado, isso é um problema de gestão. O dinheiro existe, mas o governo Wagner não sabe como aplicá-los”, conclui o líder oposicionista.

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