Músicos adolescentes baianos fazem turnê nos EUA. Ponto para Márcio Meirelles | Por Oldack Miranda

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Eu fico abismado com o silêncio da turma de olhos azuis e pela branca que faz oposição ao Secretário da Cultura da Bahia, Márcio Meirelles. Os jornais divulgam que os jovens músicos Priscilla, Francisco e Nataly, pérolas cultivadas no projeto Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia – NEOJIBÁ, estão em Boston para participarem da turnê 2009 da Youth Orchestra of the Américas, que vai percorrer 11 cidades dos EUA e Canadá.

Os três músicos adolescentes foram selecionados entre os membros da “Orquestra Juvenil 2 de Julho”, do projeto Neojibá, dirigido pelo famoso pianista Ricardo Castro. Trata-se de um programa da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, comandada pelo diretor teatral Márcio Meirelles, sempre hostilizado pelo grupinho que divulgou um panfleto dizendo que a “cultura da Bahia está na UTI”. O governador Wagner acertou nesta nomeação.

Na UTI está é a pouca vergonha de certos artistas baianos. No fundo, no fundo, trata-se de uma questão de luta de classe. Essa gente não se conforma em perder as mamatas do mecenato estatal baiano, depois que os recursos passaram a contemplar jovens da periferia urbana de Salvador e interior da Bahia.

O pianista Ricardo Castro, gestor musical da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) acompanha os jovens baianos junto à Orquestra Jovem das Américas (YOA). Em seguida, ele retorna à Bahia para preparar a Orquestra Juvenil 2 de Julho na Turnê Nordeste, que vai percorrer sete capitais a partir de 3 de agosto.

Devo lembrar que os moradores de Mata Escura, bairro popular de Salvador, ouviram quinta-feira, dia 23 de julho, música de concerto através de outro projeto bancado pela gestão de Márcio Meirelles – Cameratas da Orquestra Sinfônica da Bahia.

O grupo Quinteto de Metais apresentou seu repertório no Centro Nova Semente. Foi entrada gratuita. As sete cameratas da OSBA têm se apresentado regularmente em bairros populares, hospitais, escolas igrejas e associações de moradores. É a democratização do acesso à música de orquestra. Os baianos adoram. E o pessoal de pele branca e olhos azuis se rasga de inveja e despeito.

Tô com Wagner!

*Por Oldack de Miranda é jornalista, escritor (foi co-autor do livro biográfico Lamarca, Capitão da Guerrilha), é Assessor de Comunicação e Ouvidor Especializado do DESENBAHIA – Agência de Fomento do Estado da Bahia S.A.

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