Ausência do poder público compromete infraestrutura do Polo Petroquímico de Camaçari

Vista aérea parcial do Polo Petroquímico de Camaçari.
Vista aérea parcial do Polo Petroquímico de Camaçari.

A indiferença associada à incompetência e a incúria administrativa de alguns gestores públicos têm sido um triste legado do povo baiano. Podemos citar como exemplo, dentre muitos outros existentes, o Polo Industrial de Camaçari que ao completar 30 anos de existência, não tem o que comemorar. Ao longo destas três décadas nenhum serviço de preservação ou melhoria de sua da infraestrutura foi realizada no local, pelo poder público. Apesar de ter um investimento de cerca de US$ 11 bilhões e um faturamento anual de aproximadamente US$ 14 bilhões. O governo sempre tem sido um ilustre ausente.  Wagner que se elegeu com um discurso que se contrapunha ao modelo político anacrônico exercido pelos seus predecessores, no poder ele nada tem feito visando minimizar os problemas existentes no local. O governo petista já está sendo concluído, e o governador já está se articulando para partir para a sua reeleição, e tudo continua como dantes no Castelo de Abrantes.

O Polo Industrial de Camaçari continua contado com uma precária infraestrutura. A má conservação das estradas e rodovias é visível. Ao longo de toda a extensão do complexo, buracos tomam conta das pistas, mais os problemas não param por aí, quem trafega pelo Polo Petroquímico tem que fazer um grande esforço para enxergar as placas de sinalização cobertas pelo mato em alguns trechos; em outros a falta de sinalização expõe ao perigo e, como se não bastasse, há ainda placas danificadas pela ação do tempo e de vândalos.

Os animais transitam livremente nas pistas tanto nas vias do complexo, quanto nas que dão acesso a ele, expondo diariamente a vida de mais de 35 mil trabalhadores que trafegam no local.

Além disso, o mato encobre o meio-fio em toda extensão do Polo e em muitos trechos, chega a ocupar quase todo acostamento. Em outros pontos, o grande vilão é a falta de escoamento e drenagem das águas pluviais.

 Enquanto os “poderes públicos” continuam indiferentes aos graves problemas que afetam a população. Estamos nos aproximando de mais um ano eleitoral, independente de questões ideológicas, o que presenciamos é a velha odiosa prática da retórica vazia e destituída de qualquer responsabilidade cívica. Os podres poderes continuam a se locupletarem em conchavos e outras artimanhas políticas, ao passo que o povo permanece padecendo na indigência. Morrendo nas filas de hospitais, ou sendo vítima da violência praticada por uma sociedade desigual que tem a sua origem calcada em um modelo econômico perverso que ao longo de 500 anos, teima em sacrificar a grande massa de trabalhadores, enquanto favorece criminosamente a classes de banqueiros, políticos e empresários corruptos. O que mudou?

Sobre Carlos Augusto 9514 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).