Sisal é o segundo Território com crianças trabalhando segundo OIT

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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Portal do Sertão é o terceiro, com um percentual de 16, 2 crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos trabalhando.

 Desde o ano de 2002, o dia 12 de junho, foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), como o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.
Nesta temporada, surgem muitas discussões acerca deste tema e da construção de estratégias eficazes contra a sua prática.

Durante congresso realizado em Salvador a OIT disponibilizou dados acerca do trabalho infantil no estado que chamam a atenção. O território do Sisal tem um percentual de 16,5 crianças e adolescentes trabalhando entre 05 e 14 anos, sendo o segundo do estado. O Portal do Sertão é o terceiro, com 16,2.

Gente que venceu ao deixar o trabalho infantil – O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) tem cerca de doze anos na Bahia e já chegou uma meta de 110 mil crianças estudando em turno oposto ao da escola, que deixaram de trabalhar e passaram a freqüentar quatro horas de atividades complementares à escola, com atividades lúdicas, artísticas e de reforço.

Dessas crianças e adolescentes que conseguiram deixar o trabalho infantil e tiveram oportunidade de estudar em uma turma da jornada ampliada, muitas se tornaram adultos bem sucedidos, com formação em nível superior e participação ativa na vida social.

Um exemplo claro disso é o adolescente Fagner Moreira, de 13 anos que irá representar o Brasil no encontro do G8, grupo dos oito países mais ricos do mundo, em 13 de julho na Itália, por ocasião dessa visita ele foi recebido pelo governador Jacques Wagner na manhã do dia último dia 09, em Salvador.

Trabalhando sobre essas questões, na Bahia destaca-se o PETI, que desde maio de 1996, atua no combate ao trabalho infantil, assistindo crianças com até 15 anos de idade, e ajudando nas questões financeiras e no desenvolvimento educacional.

O PETI na Bahia – O PETI teve início nos municípios de Santa Luz, Retirolândia, Conceição do Coité e Riachão do Jacuípe. Atualmente está presente em municípios nos quatro territórios: Sisal, Bacia do Jacuípe, Portal do Sertão e Baixo Sul e vem enfrentando algumas dificuldades. O programa capacitava os monitores antes destes irem para sala de aula. No total foram 2.800 monitores de vários territórios do estado capacitados em Feira de Santana, pelo Movimento de Organização Comunitária (MOC). A entidade também era responsável pelo acompanhamento pedagógico, planejamento e monitoramento das ações junto aos coordenadores.
Há uma carência no número de monitores e falta acompanhamento pedagógico adequado para monitorar as suas ações. Um outro problema é a respeito do atraso dos salários. Há aproximadamente um mês, os monitores que foram contratados estão sem receber e sofrem as conseqüências dessa situação.

Para Guiomar de Jesus Araújo, monitora do PETI no município de Nordestina, essa circunstância é preocupante, visto que desmotiva os monitores a realizarem os seus trabalhos, como também, reflete na realização das atividades com as crianças. “Muitos monitores estão parados e sem dar continuidade as suas ações, isto afeta não só a classe, como as crianças, e, além disso, prejudica toda a proposta que é trabalhada pelo PETI”, afirmou ela.

Hoje, com algumas dificuldades  e pela falta de incentivos governamentais,a Bahia voltou a liderar o ranking dos estados, onde há forte presença do trabalho de  meninos e meninas. Para Bernadete Carneiro, técnica do MOC é um quadro que merece maior atenção e interesse das autoridades. “O grande desafio é não deixar de trabalhar e continuar cobrando medidas, para que sejam oferecidas políticas públicas de combate ao trabalho infantil” disse.

*Com informações de Lorena Amorim

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