Metas para combater a violência no Rio representam avanço, avaliam especialistas

O Jornal Grande Bahia (JGB) é um site de notícias com publicações que abrangem as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador, dirigido e editado pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto.
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Rio de Janeiro – As medidas anunciadas hoje (25/06/2009) pelo governo do Rio Janeiro com metas para a redução da criminalidade foram bem recebidas por especialistas em segurança pública. Entre as metas para o segundo semestre deste ano, está a redução em 11,7% dos crimes de homicídio doloso e de 6,4% do roubo de veículos.

A cientista política Silvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes (Cesec), classificou como positiva a nova visão do governo fluminense para o setor. “A área de segurança pública há muito tempo já estava pedindo um choque de administração. A ideia de que as polícias e a Secretaria de Segurança do Estado fazem um diagnóstico e têm metas para cumprir me parece que é a forma da administração moderna”, destacou a pesquisadora.

Sílvia Ramos considerou importante também a existência de metas para a redução da mortalidade provocada pela polícia, que coloca o Rio como o estado campeão em mortes em confrontos. “Seria muito interessante que o governo do estado estabeleça metas para a ação policial, para que seja menos letal do que é hoje”, afirmou.

Segundo ela, um dos aspectos interessantes do projeto é a união em um mesmo espaço, batizado de Região Integrada de Segurança Pública (Risp), de pessoas das polícias Civil (um delegado) e Militar (um coronel). “O Rio é um dos estados que menos avançou, comparativamente com Minas Gerais, São Paulo, na integração entre as polícias. Qualquer definição nova nesse sentido é muito bem-vinda”, disse.

O deputado estadual Marcelo Freixo (P-SOL), presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), também apoiou a nova política de segurança. “A integração policial pode e deve acontecer. Mas a atuação próxima das polícias Civil e Militar deve chegar na ponta, com entendimento entre as equipes, em um sistema de parceria no dia-a-dia, com planejamento em cada uma dessas áreas. Se não acontecer, corre-se o risco de só ficar no papel”, ressaltou o deputado.

Freixo também defendeu a premiação aos policiais que contribuírem com a redução da violência, que podem receber de R$ 500 a R$ 1,5 mil por ano: “Qualquer estímulo profissional é importante, desde que se respeitem os direitos humanos, dentro da lei e o com controles sociais”.

*Com informações de Vladimir Platonow

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