Atrações do São Pedro custaram R$ 560 mil | Por Carlos Lima

Prefeito Tarcízo Pimenta, cantora Joelma e Carlos Lima
Prefeito Tarcízo Pimenta, cantora Joelma e Carlos Lima
Prefeito Tarcízo Pimenta, cantora Joelma e Carlos Lima
Prefeito Tarcízo Pimenta, cantora Joelma e Carlos Lima

Pode ser mera coincidência, Centenário, CD, Pequena Biografia, Registro.

Prefeitura Municipal de Feira de Santana, CNPJ Nº 14.043.574/0001- 51, INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO

Nº 009/2009 – Processo Administrativo nº 312/2009/CPL.

Objeto: Apresentação Artística das Atrações:

Calypso, valor R$ 100.000,00 (cem mil reais).

Cavaleiros do Forró, valor R$ 70.000,00 (setenta mil reais), Flávio José, valor R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais).

Adelmário Coelho, valor R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais). Arreio de Ouro, valor R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais). Menina Faceira, valor R$ 20.000,00 (vinte mil reais).

Filomena Bagaceira, valor R$ 20.000,00 (vinte mil reais).

João Almeida, valor R$ 18.000,00 (dezoito mil reais).

Rala Fivela, valor R$ 15.000,00 (quinze mil reais).

Cavalo Doido, valor R$ 15.000,00 (quinze mil reais).

Acarajé com Camarão, valor R$ 15.000,00 (quinze mil reais). Cheiro do Forró, valor R$ 12.000,00 (doze mil reais).

Lairton, valor R$ 12.000,00 (doze mil reais).

Capim Molhado, valor R$ 12.000,00 (doze mil reais).

Swtiã Rendado valor R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Mulher Bandida valor R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Garota Fatal, valor R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Forrozão do Cacá, valor R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Del Feliz, valor R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Beijo Roubado, valor R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Arame Farpado, valor R$ 10.000,00 (dez mil reais).

Xote Mulher, valor R$ 8.000,00 (oito mil reais).

Xote Colado, valor R$ 7.000,00 (sete mil reais).

Timbaúba, valor R$ 7.000,00 (sete mil reais).

Rayla, valor R$ 7.000,00 (sete mil reais).

Girimum com Mel, valor R$ 7.000,00 (sete mil reais).

Forró A2, valor R$ 7.000,00 (sete mil reais).

Contratações para o São Pedro nos distritos de Humildes, no período de 26 a 28 de junho, Bomfim de Feira e Jaíba nos dias 26 e 27 de junho de 2009, neste Município. Amparo Legal: Art. 60, inciso III da lei Estadual nº 9.433/2005.

Repartição Interessada: Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer. Considerando o parecer da COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO, ratifico a INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO para o objeto acima mencionado.

Feira de Santana, 25 de junho de 2009. TARCÍZIO SUZART PIMENTA JUNIOR. Prefeito Municipal.

Valor Total: R$560.000,00(Quinhentos e sessenta mil reais).

Somando-se o valor das atrações contratadas para ao João de  São José e Tiquaruçu no valor de R$ 467.000,00 (Quatrocentos e sessenta e sete mil reais), o município de Feira de Santana, mesmo enfrentando a crise financeira mundial e ter solicitado mais recursos ao Governo Federal, gastou na contratação de artistas e bandas no mês de junho a bagatela de R$1.027.000,00 (hum milhão e vinte e mil reis). Falta somar as despesas com infra-estrutura que, ainda, não foram divulgadas.

Nem só de pão vive o homem. No entanto, esse valor mataria a fome de quantos? Proporcionaria moradia para quantos? Melhoraria a qualidade de vida de quantos? Etc… etc… etc…

Pode ser mera coincidência

Um município – qualquer – no interior da Bahia existe dois grupos políticos liderados por dois homens que fazem parte de uma mesma agremiação política. Um deles é líder e outro deseja ser e – momentaneamente – detém o poder.

O grupo do líder possui maiores e melhores quadros. O outro grupo garimpa o poder perseguindo os aliados do líder. A perseguição é verdadeira. Falta inteligência política, falta sinceridade de propósito, falta competência.  Quem administra pelo ouvido, ou por ouvir dizer… O fracasso é a resposta final.

Quem fecha a porteira da fronteira da sabedoria, morre tentando ultrapassar o moderno mata-burro.

Centenário   

O único político com mandato em Feira de Santana ou representando Feira de Santana, presente na solenidade do centenário de nascimento do poeta Eurico Alves Boaventura, foi o vereador Frei Cal. Todos receberam convite.

“Não há passado maior ou menor do que outro. E todos são brilhantes desde que construíram seu tempo, projetaram o presente e deixaram margem para o futuro”.

       Eurico Alves Boaventura

CD

Após solenidade, a Academia Feirense de Letras, a Fundação Senhor dos Passos e o Núcleo de Preservação da Memória Feirense, distribuiu gratuitamente um CD com capa e apresentação de Juraci Dórea, declamação de 25 poemas nas vozes de Eduardo Kruschewsky, Sérgio Barros, Antonio Carlos Cerqueira, Nivaldo Cruz e professor Custódio.

Pequena Biografia

A filha de Eurico, Maria Eugênia Boaventura, professora na UNICAMP, desde 1980. Tem vários estudos publicados sobre o modernismo, organizou edições de texto, inéditos em livros, de Oswaldo de Andrade e de Mauro Faustino, além de organizar e editar livros de poemas escreveu uma mini biografia na contracapa do CD.

“Eurico Alves Boaventura nasceu no dia 27 de junho de 1909, em Feira de Santana, portanto há um século e faleceu em 04 de julho de 1974, em Salvador. Logo cedo deixou a sua terra para estudar em Salvador, no Colégio dos Maristas, na Faculdade de Direito e depois passou a exercer a profissão de Juiz de Direito em várias comarcas, pelo interior da Bahia, até ser promovido para a capital. A distancia daquela cidade determinou os caminhos da obra do poeta, do cronista e do historiador. Ou seja, Feira e adjacências tornaram-se temas recorrentes na sua variada produção intelectual.”

“Ao fazer literatura preferia assinar apenas Eurico Alves, ou lançar mão de pseudônimos, o mais constante deles – Zé Fernandes – foi uma homenagem ao personagem de a cidade e a serra, romance de um dos seus escritores preferidos. Participou do grupo, modernista baiano, em torno da revista Arco e Flexa (1928-1929). Até 1962, publicou em vários periódicos de Salvador e fora do Estado, tais como A Luva, O Imparcial, O Município, Folha do Norte, Correio Feirense, O Sertão, A Tarde, etc.”

“Deixou inédito o denso ensaio, Fidalgos e Vaqueiros, editado em 1989, pela Editora da Universidade Federal da Bahia, que é uma erudita história social do sertão. Sua obra poética foi reunida no livro Poesias, publicado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, em 1990. Ambos hoje à espera de uma competente reedição. Boa parte da narrativa sobre Feira está reproduzida no livro A Paisagem Urbana e o Homem (UEFS, 2008). Este ano (2009), ainda dentro das comemorações do centenário de nascimento, sairá o volume Cipós Verdes, uma seleta de contos e textos curtos, dispersos em jornais e revistas, cujos recortes estavam guardados no arquivo do escritor”.

Registro

Sinto-me privilegiado. Na minha juventude tive a oportunidade, ao lado dos meus amigos Luis Pimentel e Cézar Ubaldo, conversarmos e recebermos orientações de Eurico Alves Boaventura e o do príncipe dos poetas, Antonio Lopes.

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