TV Senado na vanguarda de programas educativos

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Eu assisto regularmente a TV Senado. É o canal que com maior eficiência realiza programas de entrevistas sobre as questões da saúde, educação e cultura no Brasil. Está a anos-luz de distância das TVs ditas educativas e dos indigentes canais das assembléias legislativas, até mesmo das TVs universitárias. Esses canais deviam retransmitir os excelentes programas da TV Senado.

Sábado, 2 de maio de 2009. Acabo de ver um programa na TV Senado patrocinado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e FUNCOR. A apresentadora Andréia Loures entrevistou a médica Mônicas Andreis, da ong Aliança contra o Tabaco, que luta pela implementação das medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater o uso do tabaco no mundo.

O Brasil ratificou, em 2006, a Convenção Internacional de Combate ao Tabaco. Foi uma grande vitória porque a indústria tabagista exerce imenso “poder” no Congresso Nacional. Traduza “poder” por corrupção e compra de voto num lobby criminoso.

O que aconteceu nestes dois anos de ratificação do Tratado Internacional de Combate ao Tabaco? 1) A advertência dos perigos contra a saúde passaram a constar obrigatoriamente, por lei, nos maços de cigarro (02/05/2009) A propaganda de cigarro na TV sofreu restrições (3) O imposto sobre o maço de cigarro aumentou (4) Começou a fase de proibição de fumar em ambientes fechados.

Ainda é pouco. O preço do cigarro no Brasil ainda é o sexto mais barato do mundo, segundo a OMS. O cigarro barato está provocando câncer na população pobre, que depende da rede hospitalar pública, para se tratar dos cânceres (no pulmão, na boca, na garganta e no intestino). O cigarro barato está facilitando o vício na juventude.

A publicidade tem que ser totalmente proibida. Quando produzem criativas propagandas os publicitários tornam-se cúmplices do crime de matar milhões de pessoas. Há brechas nos regulamentos proibitórios em relação a eventos, a exemplo dos famigerados camarotes VIPs do Carnaval da Bahia.

Empresário quer é ganhar dinheiro, mesmo que seja à custa da morte por câncer de milhões de pessoas. Vejam o debate provocado pela proibição de fumo em recinto fechado. Os empresários dizem na TV que ela vai provocar desemprego etc etc. Pelo contrário, a médica Mônica Andreis, da ong Aliança contra o Tabaco, mostra estudos que mostram que os países onde foram adotada a medida, os fumantes se adaptaram, foram fumar em área livre, e os bares e restaurantes prosseguiram cheios.

O “poder” do lobby tabagista é tanto que compra até sindicatos de trabalhadores. Há sindicatos de trabalhadores que combatem a lei de restrição ao fumo em bares e restaurantes. Os “dirigentes” preferem que garçons e cozinheiros apodreçam de câncer nos hospitais públicos, em nome do “emprego”.

Há jornalistas que escrevem na maior cara-de-pau que preços altos e impostos maiores aumentam o contrabando. A OMS prova que contrabando é falta de fiscalização, porque há países que cobram altos impostos e preços e o contrabando foi reduzido. Outros mercenário da imprensa dizem que a população é contra as restrições. Há pesquisas no Brasil em que 63% da população concordam com o controle e 88% concordam que a arrecadação do imposto seja direcionado para a área da saúde.

O Brasil precisa proibir a venda de cigarros a menores de 18 anos. Vendedores de cigarro nas portas dos colégios precisam ser presos. Como são presos os vendedores de maconha e cocaína. A proibição do fumo em ambientes fechados tem que ser total. Trata-se de uma questão de saúde pública, não de “direito” individual. Fumaça não obedece plaquinha em mesa de bar.

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