Entrevista Exclusiva: Ex-prefeito José Ronaldo critica governador Jaques Wagner por não providenciar remoção da invasão na Avenida Anchieta em Feira de Santana

José Ronaldo (DEM), ex-prefeito de Feira de Santana.
José Ronaldo (DEM), ex-prefeito de Feira de Santana.
José Ronaldo (DEM), ex-prefeito de Feira de Santana.
José Ronaldo (DEM), ex-prefeito de Feira de Santana.

Em recente visita realizada à redação do Jornal Grande Bahia (JGB), o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho concedeu a equipe do jornal uma longa entrevista. Na oportunidade falou sobre assuntos diversos no que concerne a política, obviamente. Além de fazer interessantes observações sobre o tema nas esferas de âmbito estadual, federal e municipal. Sendo este o  tema desta matéria, os demais serão postados no decorrer desta semana.

JGB – Qual a avaliação que o senhor faz com relação aos seus 8 anos de administração no município de Feira?

José Ronaldo: Não gosto de falar sobre mim, mas pesquisa realizada pelo IBOPE apontou que nos quesitos Ótimo e Bom, o meu governo teve uma aceitação em torno de 92%. Acredito que este elevado índice ocorreu em função do reconhecimento dos feirenses a nossa boa administração que buscou atuar de forma efetiva nos mais diversos segmentos da comunidade. A nossa administração foi positiva, o que resultou em consideráveis avanços e ganhos sociais para nossa população e, por extensão, para o município de Feira de Santana.

JGB – Afastado do poder, qual a obra que o senhor gostaria de ter realizado e não chegou a efetivar durante as suas administrações?

JR – Honestamente, não me recordo.

JGB – Como o ex-prefeito avalia as obras do PAC em Feira?

JR – Atualmente, na Bahia, as únicas obras em andamento são federais, as do governo do estado estão praticamente paralisadas. O ex-governador Paulo Souto ao concluir o seu mandato deixou uma licitação em andamento e um empréstimo assinado junto ao Banco Mundial. Os recursos obtidos seriam empregados para se providenciar a remoção da invasão existente na Avenida Anchieta. Até o presente momento, nada foi feito, o que significar dizer que o governo não conseguiu concretizar a transação financeira junto ao Banco Mundial.

JGB – Em sua opinião o governo federal tem privilegiado o município de Feira de Santana, com a liberação de recursos?

JR – Alguns recursos foram liberados, não a sua totalidade. Gostaria de observar que ao contrário do que acontecia no governo anterior, muitos convênios federais, nos dias de hoje, já são realizados independente de emendas parlamentares. Durante o meu governo, na área de saúde, firmamos alguns convênios com a Caixa Federal que foram frutos de emendas provenientes dos deputados Fernando de Fabinho (DEM), Jairo Carneiro (DEM) e Colbert Martins (PMDB).

JGB – O ex-prefeito, ao lado de Pimenta, durante a campanha política gravaram vídeos associando a imagem de ambos com o governo de Lula. Este tipo de manipulação ideológica não confunde a cabeça do eleitor e ajuda a desconstruir o conceito de identidade partidária?

JR – Não, o ato não foi uma manipulação ideológica. O que tentamos mostrar à época foi que a administração pública deve andar e prosperar independente de ideologias políticas e partidárias. Esta foi à mensagem que nós procuramos passar para a opinião pública. A nossa audiência com o presidente da república, em Brasília, aconteceu em atendimento a convite formulado pelo senador César Borges (PR), nosso aliado político.

JGB – A educação privada no município de Feira tem se destacado no cenário nacional, mas essa realidade não se verifica no setor público. O senhor não acredita que o seu governo poderia ter avançado mais neste segmento?

JR – O índice de educação em Feira é equivalente aos dos municípios brasileiros. Ele não é inferior ao existente no norte, nordeste, centro-oeste e até mesmo de alguns existentes no sul e sudeste do Brasil. Mas, reconheço que tem que existir por parte do Ministério da Educação, das secretarias estaduais e municipais uma ação mais forte voltada para este importante segmento social.

JGB – Na área de saúde o governo de Paulo Souto, seu aliado, deixou como herança política um índice bastante reduzido de leitos de UTIs  disponíveis, um grave problema de gestão no HGCA (Hospital Geral Cleriston Andrade), além de ter realizado investimentos muito inferior às reais necessidades da população. Qual a avaliação que o senhor faz dessa situação?

JR – Ao assumir o governo encontrei o município com apenas 15 Postos de Saúde em funcionamento. Ao concluir o meu mandato o município contava com 126 Unidades de Saúde. Sendo 83 PSFs (Salvador conta com apenas 44), 5 Unidades de Saúde bucal, além de  residências terapêuticas com assistência permanente. O que significa dizer que a saúde no município teve um crescimento substancial neste período.

José Ronaldo (DEM), ex-prefeito de Feira de Santana.
José Ronaldo: Atualmente, na Bahia, as únicas obras em andamento são federais, as do governo do estado estão praticamente paralisadas.
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