Revitalizar é preciso: Praia de Buraquinho necessita de maiores investimentos

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Ricardo Campos.
Ricardo Campos.
Ricardo Campos.
Ricardo Campos.

O litoral norte de Salvador hoje é a melhor opção para os amantes de lugares com belezas exuberantes; a praia de Buraquinho, em Lauro de Freitas é um deles. Um paraíso, com uma paisagem natural difícil de ver. Quando Ricardo Campos, 36 anos, passou a frequentar o local, o que ele via era um espaço limpo, organizado e cheio de artistas e políticos. Segundo ele, Bell Marques, Ernesto Jabor, Regina Casé, dentre outros nomes da sociedade e da cultura eram os frequentadores assíduos.

 Segundo afirma Campos a marginalização do local, de fato afastou os visitantes, um exemplo foi dizer que em Buraquinho tinha trafico de drogas, era reduto de assaltos e assim por diante. Por causa disso, a praia tornou-se estacionamento e Vilas do Atlântico passa a ser o local preferido. “A administração anterior deixou Buraquinho abandonado”, ele conta que ao assumir a prefeitura de Lauro de Freitas em 2005, Moema Gramacho encontrou o calçadão totalmente destruído e a praia estava cheia de mato e lixo.

Logo, a Prefeita deu inicio ao processo revitalização, ouvindo toda comunidade e este projeto de se construir uma Praça em Buraquinho, somente falta começar a obra. Não é muito, porém é começo de alguma coisa, diz ele.

Para Campos, os comerciantes pensam em Buraquinho num espaço com desenvolvimento turístico, estacionamento organizado, a coleta de lixo regular, além disso, uma praia limpa. Segundo ele, a prefeitura estaria comparando uma máquina própria para limpar as areias da praia; devido a poluição.
Investimentos em infra – estrutura, como estacionamento, saneamento e o principal que é o Departamento Ambiental do local; estes deveriam ser o carro – chefe do Governo Municipal para modernizar a praia de Buraquinho, afirma Jonas Souza, 49, atual presidente da Colônia de Pescadores de Buraquinho. Para ele, isso é o mais importante, pois o Rio Joanes está degradado e com esta medida, a população ribeirinha vai ser a mais beneficiada, com também os pescadores terão algo de bom para mostrar ao visitante.

Souza chama a atenção das autoridades que há 16 anos, o turista viajava pelo rio Ipitanga, a água era tão limpa, que dava para fazer piquenique; mas nos últimos anos, o quadro é de sujeira. Na opinião dele, os investimentos do Governo Municipal são poucos. O Departamento de Gestão Ambiental, o órgão responsável pela fiscalização, mas para o pescador é fundamental a criação de algumas normas, por exemplo, permitir a construção de imóveis perto do rio, apenas quem estiver com o alvará do bio-fossíl, o que na opinião de Sousa ameniza bastante a natureza.

Mesmo com toda esta fiscalização, notificação, ele não tem visto resultado, uma vez que as construções irregulares próximo à praia continuam. Sousa espera uma ação mais rígida por parte do Ministério Público; porque o que isso tem feito que o número de passeios no rio tenha diminuído, e se este processo continuar, a tendência é parar, complementa.

O pescador Funerário afirma que a praia precisa ser divulgada, por achar que Buraquinho é a melhor praia de Lauro de Freitas só vêem uma placa no Bom Preço; o local é carente de um modulo policial, para evitar que os visitantes sejam assaltados e criar um espaço poliesportivo para que os turistas ao trazerem seus filhos, tenham mais uma opção de lazer.

A Associação de Pescadores 

A Colônia existe desde 1998. Os pecadores buscaram um financiamento junto ao Banco do Nordeste e foram orientados a criar uma Associação, assim o pescador teria maior força jurídica. Depois disso, eles se reuniram em assembléia e daquele dia, nascia A colônia passava a ser chamada de Associação de Pescadores de Buraquinho, conta Jonas Souza, quatro mandatos no comando da instituição.

Naquela época, entre marisqueiras e pescadores, tinha-se 124 associados; hoje, são 154. Os primeiros benefícios da criação desta Associação foram: elaboração de projeto para Secretaria de Combate à Pobreza (SECOP) e o Governo Federal Concedeu a eles R$300 mil, que foi transformado em quatro embarcações. Souza conta que, além disso, os pescadores e marisqueiras tiveram treinamento adequado.

Ele diz que o projeto vai permanecer, mesmo não tendo sido concluído, devido a mudança de secretaria, como também é necessário toda uma fiscalização. Jonas Souza explica que os profissionais do órgão entrevistam os pescadores para saber se foi rentável, entre outras coisas.

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