Pnuma quer criar mercados multimilionários de carbono

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Projeto de Benefícios do Carbono visa transformar comunidades africanas em filtradores de gases. Norte e oeste da China também estão incluídos no programa.

Um projeto lançado nesta segunda-feira em Nairóbi, capital do Quênia, quer transformar comunidades do país, da Nigéria, do Níger e da China em mercados multimilionários de carbono.

A iniciativa é organizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, em parceria com o Centro Mundial Agroflorestal.

Contribuições

Através de estudos nessas regiões, cientistas vão desenvolver sistemas de medição, monitoramento e gerenciamento de carbono em diversos tipos de elementos da natureza para o chamado Projeto de Benefícios do Carbono.

De acordo com a Convenção de Mudanças Climáticas da ONU e o Protocolo de Kyoto, os países desenvolvidos podem balancear suas emissões de gases verdes pagando aos países em desenvolvimento pela implantação de projetos de energia renováveis.

Os primeiros testes para o cálculo da quantidade de carbono armazenada em árvores e solos sustentáveis serão realizados nas represas que integram o Lago Vitória, o maior do continente africano.

Universidade de São Paulo

Outros quatro projetos de demonstração serão aplicados no norte e no oeste da China, e também nas represas que atravessam o Níger e a Nigéria.

O Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo, Cena/USP, é um dos parceiros do projeto do Pnuma.

O professor titular da Universidade de São Paulo, Carlos Clemente Cerri, contou à Rádio ONU, do interior paulista, que os estudos de estoque de carbono em solos submetidos ao uso agrícola foram iniciados no Brasil em 2000 pelo Cena.

Projetos

“Terminado este projeto, nós definimos a metodologia que pode ser aplicada em vários países para quantificar essa mudança de estoque de carbono no solo. Para dar continuidade a esse projeto, submetemos um outro ao Pnuma e incluímos a China e o Senegal. Na realidade, vamos trabalhar com o mesma coisa, mas aplicando em outras situações. O Unep (Pnuma) tinha um projeto semelhante em um outro local, e ele sugeriu a fusão dos dois projetos, e é isso que está sendo discutido esta semana em Nairóbi”, disse Cerri.

Os resultados das medidas e monitoramento feito por cientistas para o Projeto de Benefícios do Carbono sairão em um ano e meio, e as técnicas de trabalho serão desenvolvidas em cerca de três anos.

*Com informação da Rádio ONU.

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