Governo paralelo | Por Sérgio Jones

Sérgio Antônio Costa Jones é jornalista e colaborador do Jornal Grande Bahia.
Sérgio Antônio Costa Jones, jornalista.

É sintomática a posição adotada pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), ao anunciar ontem, de forma intempestiva, a liberação de R$ 30 milhões para a prefeitura de Salvador combater os estragos causados pela chuva, antes mesmo de a solicitação oficial do recurso passar por análise técnica do ministério. Diante do ato inusitado, a secretária nacional de Defesa Civil, Ivone Valente, vai verificar se o documento contém soluções factíveis para os danos causados pela chuva e se os valores são correspondentes aos serviços realizados.

A ação do ministro é vista nos bastidores da política baiana como um forte indício de que toda essa “agilidade” denota que ele já se encontra atuando como candidato ao governo do Estado em 2010.Quanto ao fato em que do presidente do PMDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, argumentar que o rompimento do PMDB e PT só existe como especulação da imprensa e de que a entrega do documento elaborado pelo seu partido, ao governo, não é uma carta de rompimento.

Pode até não ser, mas todos são sabedores que o documento deve constar de exigências que o governo deverá rejeitá-la. E essa rejeição será o argumento que os peemedebistas desejam para justifiqar o rompimento. Estas artimanhas já são por demais conhecidas da opinião pública, não engana a mais ninguém. Acredito que já é hora dos políticos serem mais criativos. O rompimento entre o PMDB e PT é líquido e certo, quem viver verá!

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