Em plena crise, governo Jaques Wagner cria cartão corporativo

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O líder da Oposição na Assembléia Legislativa, deputado Heraldo Rocha (DEM), criticou ontem, (15/05/2009), a criação do Cartão Governo, o cartão corporativo do estado, que irá substituir às contas de suprimentos e para o pagamentos de pequenas despesas, cujo convênio foi firmado hoje pelo governador Jaques Wagner com o Banco do Brasil. “O cartão corporativo é uma cópia do que vem fazendo o governo Lula e que tantos problemas vem dando ao governo federal, a começar pela falta de transparência no uso destes cartões. Os maiores escândalos do governo Lula foram denunciados exatamente no uso dos cartões corporativos que financiaram jóias, chopinhos, caríssimos jantares e até tapiocas e compras em freeshop. Quem não se lembra disso? O governo Wagner deveria copiar aquilo que é bom”, enfatizou Rocha.

O deputado diz não entender a lógica do governo Jaques Wagner que alega ter em caixa R$2 bilhões, depois anuncia uma grave crise financeira, sendo necessário tomar empréstimos com o BNDES, antecipar receitas federais e até pegar recursos do Funprev e Embasa, para agora criar o cartão corporativo. “Até hoje ninguém sabe como os recursos dos cartões corporativos do governo Lula estão sendo aplicados, a exemplo da Abin, que blindou suas contas. Mas temos casos em que ministros esbanjaram dinheiro público em aluguéis de carros, compras em free shop, chopps, hospedagens em hotéis, contas em luxuosos restaurantes e até contas em cabeleireiros e compras em camelódromo. É isso que o governo Wagner está implantando na Bahia”, lamentou o líder oposicionistas.

 No governo federal, lembrou Rocha, o presidente Lula baixou um decreto proibindo a divulgação dos gastos com cartão corporativo da presidência da República, que passaram a ser considerados “segredo de Estado”, sob o argumento de que se trata de “questão de segurança nacional”. “É isso que o governo Wagner quer fazer na Bahia, este governo que se diz republicano, democrático e transparente, usa um método pouco confiável e nada transparente para efetuar pagamentos do governo e cujos gastos não podem ser acompanhados pelo Legislativo. Além do pagamento de contas nada ortodoxas, os cartões corporativos ainda permitem saques em dinheiro, que não deixam rastro dos gastos. É isso que esse governo está fazendo na Bahia”, concluiu Rocha.

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